Atletas brasileiros comemoram alto nível das provas na natação

Vinicius Lisboa - Repórter da Agência Brasil

Os nadadores brasileiros Caio Oliveira e Talisson Glock chegaram perto do pódio na primeira noite da natação paralímpica. Mesmo sem conseguir medalhas em suas primeiras provas no Rio, os dois comemoraram o alto nível das disputas.

Caio Oliveira mudou de técnico e ainda está em fase de adaptaçãoFernando Frazão/Agência Brasil

"É maravilhoso para o público que não conhece o esporte paralímpico ver que não é brincadeira", disse Talisson, quarto colocado na prova dos 100 metros costa na categoria S6, chegando meio segundo atrás do terceiro lugar.

O chinês Zheng Tao, primeiro colocado, quebrou o recorde mundial, que tinha sido estabelecido pela manhã por outro atleta de seu país, Jia Hingguang. Para Talisson, a medalha foi mais do que merecida. "Fico realmente feliz [por ele]. Nadou mundo".

O brasileiro disse estar em adaptação após a mudança de treinador e avalia que, apesar de essa não ser sua prova mais forte, a virada custou uma vaga no pódio. "A primeira coisa que eu pensei foi que minha virada foi ruim. Virei em cima e foram os centésimos do bronze".

Caio Oliveira também travou um duelo na piscina com o chinês Wang Yinan na prova de 400 metros livre. Menos de um segundo separava os dois na hora que o adversário conquistou o bronze, mas Caio comemora sua evolução na prova.

"Tecnicamente foi o melhor tempo que fiz", afirmou. "Uma evolução de dois segundos em seis meses é considerável e tem de avaliar como um resultado positivo. Mas estou engasgado como todo atleta que chega no quase".

Caio lembrou que, há quatro anos, o terceiro colocado terminou a prova com 4m34s, tempo que hoje ficaria na quinta colocação.

"A prova vem evoluindo bastante, vai evoluir e espero, quem sabe em alguma oportunidade, estar à frente. Fico muito feliz de ver o esporte paralímpico evoluir assim", acrescentou.

O nadador fez uma tatuagem nas costas com o símbolo das paralimpíadas de Londres e agora planeja outra para os jogos do Rio. "Vou ter de arrumar espaço, porque minha mulher está grávida e quero colocar o nome da minha filha também. Quero terminar minha carreira com algumas tatuagens."

O calor da torcida também foi motivo de alegria para os atletas. Maiara Barreto, oitava colocada na prova de 100 metros livre, era só sorrisos quando deixou a piscina em sua estreia em paralimpíadas.

"Dava para escutar os gritos de vai Brasil, vai Maiara. Foi muito gostoso, muito emocionante. Não sabia o que esperar. Então, foi muito emocionante", concluiu Maiara.

Veja o guia das modalidades paralímpicas

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