Basquete em cadeira de rodas: brasileiras perdem, mas estão classificadas

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

A seleção brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas perdeu hoje (12) para o Canadá por 82 a 49, mas está classificada para a fase de quartas de finais dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. O Brasil ficou em quarto lugar no grupo A, após derrotas para a Alemanha, Grã-Bretanha e Canadá e uma vitória sobre a Argentina.

O técnico do time, Martoni Sampaio, disse que a equipe brasileira evoluiu durante a primeira fase das competições e que as jogadoras estão incorporando gradativamente o estilo de jogo que pretendem executar. De acordo com Sampaio, a organização ofensiva foi o que mais contribuiu para a melhora no desempenho da seleção ao longo da primeira etapa. "Estão crescendo dentro de quadra. As formações se encaixam, a organização melhora e isso faz o jogo fluir mais", disse.

Outro ponto destacado pelo treinador foi o fato de a equipe ter conseguido superar mais a defesa do Canadá do que tinha conseguido contra a Grã-Bretanha. "A Inglaterra imprimiu um ritmo defensivo mais forte e nós não tivemos paciência. Hoje a gente teve um pouquinho mais de paciência e esta questão da paciência é o grande desafio nosso", analisou.

Próxima adversária

Agora, as brasileiras têm pela frente a seleção dos Estados Unidos que, na primeira fase, venceu todas as partidas no grupo B e se classificou em primeiro lugar.

A jogadora Vileide de Almeida, a Vivi, maior pontuadora da partida de hoje, disse que o Brasil precisa ir sem medo para a partida de amanhã (13) contra as norte-americanas. "A competição ainda não terminou para a gente. Temos, sim, chances de ter bons resultados e ficar em uma boa colocação. Agora é cabeça erguida e ir para mais uma batalha", disse a jogadora, que em 2015 estava na equipe que conquistou o bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto.

Segundo o técnico do Brasil, embora os Estados Unidos sejam considerados um gigante na modalidade, as brasileiras terão que ir para cima da equipe americana com consciência da sua capacidade e sem se subestimar. "Ir para cima com coragem e atitude."

A jogadora Jéssica Santana reconheceu o favoritismo dos EUA, mas disse que as brasileiras têm que entrar em quadra com tranquilidade. "Vamos fazer o nosso jogo. Independente de qual seja o resultado a gente vai estar lá para ganhar."

Para a jogadora, que disputa a primeira Paralimpíada da carreira, o apoio da torcida brasileira tem sido fundamental para os atletas nacionais. "Eles estão acreditando que a gente vai fazer, então, a responsabilidade aumenta. Quando eles gritam parece que acelera mais a nossa cadeira e a gente tem que fazer por eles", contou, emocionada.

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