Festival promove diálogo entre artistas e suas múltiplas linguagens

Paulo Virgílio

Criações que apostam na inventividade, na mistura de formas de arte e que podem agradar plateias de todas as idades constituem a essência do Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens (FIL), aberto nessa sexta-feira (30) no Espaço Tom Jobim, com o espetáculo francês, inédito no Brasil, Concerto Para Dois Clowns, que mescla a música clássica com o circo contemporâneo. Em sua 14ª edição, o evento recebe até o dia 9 de outubro, em diversos espaços culturais da zona sul carioca, artistas do Brasil e de mais sete países - França, Bélgica, Bósnia, Finlândia, Dinamarca, Canadá e Peru.

Na programação, há espetáculos e performances inéditos, lançamento de livros de histórias em quadrinhos, exposições, performances, rodas de conversa com artistas cênicos de renome internacional e surpresas ao ar livre. Uma das mais importantes e atuantes autoras do teatro contemporâneo para crianças e jovens, traduzida para mais de 23 idiomas, a dramaturga canadense Suzanne Lebeau volta ao festival para bater um papo com diretores que montaram seu espetáculo O Ogroleto, vencedor do Prêmio Zilka Salaberry como melhor espetáculo, direção, ator e atriz, em 2009.

Já o fotógrafo Odir Almeida faz um mergulho na alma carioca, expondo imagens da cidade no trabalho Rio que mora no mar. O Espaço Tom Jobim, que fica no Jardim Botânico, recebe ainda Au Courant, performance teatral inovadora da atriz belga Kristien de Proost, que fala de um mundo onde todos os assuntos - do mais importante ao mais prosaico - desfilam enquanto ela corre numa esteira.

"O FIL é um festival sem fronteiras e nem preconceitos. A programação é pensada muito em cima da curiosidade, do que nunca se viu antes", define a diretora-geral do evento, Karen Acioly.  "A nossa proposta é provocar e convidar o público para experiências de contato com tudo o que é arte. Todo tipo de manifestação artística, inclusive as que não têm nome, que ainda não podem ser identificadas", explica.

Em parceria com universidades, escolas públicas e particulares do Rio, o FIL oferece mais uma vez aos alunos a oportunidade de assistir aos espetáculos e participar de debates ao fim de cada apresentação. Na edição de 2015 do festival, o projeto de formação de público recebeu cerca de 4 mil crianças.

Além do Tom Jobim, a programação deste ano está concentrada nos centros culturais Oi Futuro Flamengo, Oi Futuro Ipanema e Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, no Humaitá, com ingressos a R$ 20, a inteira, e R$ 10, a meia-entrada, e diversas atividades gratuitas. A relação completa está disponível no site www.fil.art.br

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