ACM Neto aproveita vitória para criticar governador petista Rui Costa

Sayonara Moreno - Repórter da Agência Brasil

 

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), reeleito neste domingo (2), atribuiu ao governador da Bahia, Rui Costa (PT) a maior derrota da eleição da capital baiana. Para ele, a falta de quantidade de votos para levar a candidata Alice Portugal (PCdoB), apoiada por Rui, configura uma derrota do governador.

"Eu não posso deixar de revelar que o governador foi o grande derrotado nesta eleição. Afinal, o PT não teve a capacidade de lançar um candidato e, além disso, a candidata que ele abraçou teve o resultado que teve [14,5% dos votos válidos]. Todos sabem que o governador assumiu um lado, trabalhou o que pode contra a nossa candidatura, mas o povo de Salvador falou mais alto", criticou o democrata.

As urnas ainda não tinham sido abertas para o início da contagem de votos, quando ACM Neto convocou a imprensa para uma coletiva, no prédio onde mora, no Corredor da Vitória, área nobre de Salvador. Com cerca de 80% das urnas apuradas, o prefeito desceu para a sala de recepção. Ele acompanhou a apuração dos votos em seu apartamento, ao lado de familiares, amigos e políticos apoiadores.

"[O principal desafio da nova gestão] é consolidar as conquistas desses últimos anos e aperfeiçoar ainda mais. A gente vive um momento difícil no Brasil, um momento de crise econômica que afeta, em geral, as prefeituras. Isso sinaliza para um esforço adicional dos prefeitos eleitos neste domingo e eu tenho consciência do quanto será importante manter o equiíbrio das contas, pagar tudo em dia e garantir que a cidade continue funcionando", disse o prefeito reeleito.

Geddel

Um dos políticos que esteve ao lado de ACM e do vice eleito, Bruno Reis (PMDB), durante a apuração, foi o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Geddel Vieira Lima, que também criticou o governador Rui Costa.

"Ele [Rui Costa] não conseguiu viabilizar um candidato do partido dele, mas se envolveu diretamente na campanha de Alice Portugal. Aproximou esse discurso de golpe e raiva que foi feito contra o governo federal, contra mim e contra ACM Neto. E o resultado de 73% é de uma eloquência, que é melhor ficar calado", disparou o ministro.

Tanto ACM quanto Geddel desconversaram sobre a possibilidade de o prefeito passar a gestão para o vice, em 2018, para enfrentar Rui Costa nas urnas na disputa pelo governo do estado. Neto foi taxativo ao falar no assunto. "Não há nenhuma hipótese de eu discutir 2018 neste momento. Nós não estamos preocupados com 2018, não vamos tratar do assunto, sequer pensar".

Geddel também preferiu não falar sobre um possível apoio a Neto, caso o prefeito se candidate a governador nas próximas eleições. "Eu acho que 2018 está muito longe e esse percentual aumenta o peso nas costas de nós todos. Essa é a responsabilidade e esse é o desafio. Acho que não tem o que se pensar e tentar antecipar o que vem em 2018: isso é o primeiro passo para o fracasso", finalizou.

Geddel segue para Brasília, ainda nesta segunda-feira. Ele afirmou que durante a semana vai organizar a votação da PEC que impõe um limite para gastos público e mobilizar os deputados.

Após as declarações dos políticos, ACM e sua comitiva seguiram para o Subúrbio da cidade, onde comemoraram a vitória e, de lá, foram ao Rio Vermelho, bairro turístico e boêmio da capital baiana.

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