BH: João Leite evita falar de alianças e Kalil diz que não quer apoio de cacique

Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil

Após a confirmação de que o segundo turno para a disputa da prefeitura de Belo Horizonte terá João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS), os dois candidatos fizeram pronunciamentos destacando o feito de suas campanhas. Por outro lado, mostraram incômodo com as questões relacionadas a alianças.

João Leite disse que recomeçará as andanças pela cidade com muito entusiasmo e agradeceu a confiança dos eleitores e o trabalho de sua equipe. Perguntado se pretende conversar com partidos dos candidatos que não foram ao segundo turno, ele desconversou. "Já temos alianças com as pessoas, costuradas nos lugares que visitei. Minha principal aliança é com os pobres", disse.

João Leite e Alexandre Kalil não comentaram sobre possibilidades de aliança no segundo turnoAgência Brasil

O candidato fez seu pronunciamento acompanhado do presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves. Ele também destacou o feito de João Leite e disse que espera uma disputa eleitoral baseada na briga de ideias e não de pessoas. Ele também comemorou o resultado eleitoral no país."O PSDB será o partido que mais vai administrar capitais e cidades de grande porte. Ganhamos no primeiro turno em São Paulo e Teresina e estamos no segundo turno em nove capitais. As urnas mostraram a derrota do PT", disse.

Rechaçou alianças

Por sua vez, Alexandre Kalil considerou sua ida ao segundo turno como "absolutamente impressionante" e destacou que disputou contra "dois senadores, um prefeito e um governador". A fala foi uma referência indireta ao fato de que os senadores tucanos Aécio Neves e Antônio Anastasia apoiaram João Leite, o atual prefeito da capital mineira Márcio Lacerda (PSB) apoiou Délio Malheiros (PSD) e o governador do estado Fernando Pimentel (PT) apoiou Reginaldo Lopes (PT).

Kalil comemorou que agora terá o mesmo tempo de televisão que seu adversário e rechaçou alianças. Mais cedo, ao votar, o candidato já havia sido questionado se pretendia buscar o apoio do governador Fernando Pimentel para o segundo turno. "Não espero apoio do governador. Eu não tenho cacique e não quero cacique nenhum. Não quis no primeiro turno e não quero no segundo, no terceiro ou no quarto turno", respondeu. Ele disse que a campanha mudou sua vida. "Eu não conhecia a periferia de Belo Horizonte e foi emocionante. Nunca mais serei a mesma pessoa. A pobreza de Belo Horizonte chega à beira da África. Aqui existe a África".

Onze candidatos disputaram o primeiro turno da eleição para a prefeitura de Belo Horizonte. João Leite obteve 33,4% dos votos e Alexandre Kalil 26,56%.


 

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