Pacientes com câncer comemoram Dia das Crianças em hospital de São Paulo

Flávia Albuquerque Silva - Repórter da Agência Brasil

 A Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) comemorou nesta segunda-feira (10) o Dia das Crianças com pacientes com câncer em tratamento no Hospital Darcy Vargas, ma capital paulista. Uma das atividades foi a visita da cantora Priscilla Pach a todos os quartos do hospital vestida de princesa, cantando e entregando um presente a cada um dos pacientes.

Em seguida, pais das crianças internadas assistiram à palestra de uma psicóloga sobre melhorias na qualidade e vida. Também houve um show da banda infantil Viola Mágica. A comemoração foi uma das ações feitas pela Abrale dentro do Projeto Dodói que propõe uma abordagem mais humanizada na oncologia infantil. A entidade já atendeu mais de 400 crianças com câncer.

A psicóloga  Mariana Freitas, da Abrale,explicou que a ação marcou o início da participação da Abrale no Hospital Darcy Vargas. "A criança fica muito fragilizada com a doença e por isso vamos ao hospital humanizar o tratamento. Tentamos ajudar a diminuir essa fragilidade e a agressividade que vem junto [por ela] estar levando picadas, ter sempre alguém mexendo no seu corpo, não podendo dormir bem nem comer o que gosta".

A médica responsável pelo serviço de oncologia pediátrica do Darcy Vargas, Melissa Macedo, lembrou que o ato de brincar faz parte da rotina para a criança e quando ela é internada algumas ações do hospital (como brinquedotecas nos andares) procuram fazerr que ela continue tendo isso.

Segundo Melissa, a brincadeira para as crianças com câncer exerce papel fundamental no tratamento desde a melhora no humor até influenciar na psiconeuroimunologia, que significa que o que ela pensa e sente se reflete em parâmetros que são possíveis de mensurar.

"A importância desta semana é para lembrar que criança tem que brincar e que nós temos que disponibilizar isso para elas.As crianças ficam mais animadas com essas apresentações pontuais que são feitas aqui. O importante é vê-las sorrindo e sabemos que quando elas estão sorrindo as outras coisas vão estar boas também".

Patrícia Silva, 39 anos, mãe de David, de cinco anos, que há cinco meses está fazendo tratamento contra o câncer, diz que as ações "alegram, faz com que ele esqueça um pouco que está em ambiente hospitalar". Ela contou que tenta não entrar em detalhes muito técnicos do tratamento e procura fazer com que a rotina seja encarada como um mundo de fantasia.

"Eu digo que a quimio é um remedinho que ele precisa tomar ou é algo que o vai transformar em um superherói e que logo vamos embora. Eles são pequenos e a inocência protege, tanto que ele não passa mal na quimio e não tem efeitos psicológicos. Uma fadinha cantando no quarto ajuda muito", falou a mãe.

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