Morte de macacos no Rio pode estar associada a vírus infeccioso

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

Um surto infeccioso pode ter sido o responsável pela morte de pelo menos 16 macacos-prego (mico-de-topete, prego ou mico) e micos-estrela (saguis de tufos pretos, ou simplesmente saguis) em menos de uma semana no Rio de Janeiro. A hipótese de envenenamento já foi descartada pelos veterinários e pesquisadores que cuidam do caso.

Os exames estão sendo realizados pelo Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) da Universidade Estácio de Sá e apontam para um surto infeccioso. Os pesquisadores do Cras suspeitam que o vírus possa ser um tipo de herpes que dificilmente é transmitido pelo ar, mas contraído por arranhões ou mordidas. Em humanos,  o vírus pode causar inflamação no cérebro e levar à morte.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) está acompanhando o caso e divulgou nota alertando a população para que evite contato com os macacos a fim de prevenir contaminações. A orientação do Ibama é não tocar nos animais com sintomas de doença.

Para resgatar micos ou macacos doentes ou mortos, a população deve entrar em contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente ou o Instituto Estadual do Ambiente ou telefonar para a Patrulha Ambiental (1746), ou para o Cras (99695-99070.
 

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