Mutirão no Rio visa triplicar reconstrução de mama em hospital federal

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

Como parte da programação da campanha Outubro Rosa, o Hospital Federal do Andaraí, unidade do Ministério da Saúde no Rio, fará em duas semanas o equivalente a três meses de cirurgias de reconstrução de mama para as pacientes que aguardam na fila para fazer esse tipo de cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Uma equipe de 15 cirurgiões foi selecionada para atuar no mutirão, organizado em todo o país pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres e representa 25% dos casos novos a cada ano. A incidência dessa  doença cresce progressivamente após os 35 anos, em especial após os 50 anos. Hoje, três pacientes foram submetidas a reconstruções de mama no hospital e até o final do mês  a unidade pretende realizar entre dez e doze cirurgias. A média do hospital para este tipo de cirurgia é de quatro por mês. 

Uma das inscritas no mutirão, a moradora do município de Itaocara, norte fluminense, Ana Rita de Lima Moraes, 50 anos, retirou a mama durante um tratamento contra o câncer em 2013. 

"Foi um período muito difícil, porque minha mãe também estava com essa doença, só que no ovário. Preocupada com minha mãe, acabei me descuidando. Logo que minha mãe faleceu, descobri que tinha câncer de mama já em estágio avançado", disse ela. "Não é fácil saber que vai perder o seio. Mas temos que encarar e seguir em frente. Qualquer nódulo, qualquer caroço,  tem que procurar um médico imediatamente, porque a doença não espera. Há tratamento, mas quem se deixar passar, acabou", disse.

De acordo com o chefe do setor de Cirurgia Plástica do hospital, Carlos Del Piño Roxo, a maioria das pacientes do mutirão já sofreram uma mastectomia em outro hospital, mas não tiveram a mama reconstruída. "Normalmente, a paciente que fica sem a mama tem a auto-estima diminuída. Daí, quanto mais rápido ocorrer a reconstrução, melhor", disse ele, ao explicar que há grande preocupação por parte dos cirurgiões com a questão estética na reconstrução da mama que sofreu a retirada do tumor. "Sempre almejamos que a mama fique igual ou parecida com a outra".

Para  informar e alertar as mulheres, conscientizar sobre a doença e proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento para a redução da mortalidade associada ao câncer de mama, o Ministério da Saúde e o Inca lançaram um hotsite específico da campanha. 

Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são: caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor no seio; pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo); pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço; ou saída espontânea de líquido pelos mamilos.

*Colaborou Tatiana Alvez, repórter do Radiojornalismo.

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