Rio discute futuro com alimentação saudável e sustentável

Akemi Nitaharara - Repórter da Agência Brasil*

Para marcar o Dia Mundial da Nutrição, a ser comemorado amanhã (16), a Praça Mauá, na região portuária do Rio de Janeiro, sediou hoje (15) o evento O que vamos comer amanhã?, para incentivar o debate sobre alimentação saudável e sustentável. Na feira "Banquete, encontros no jardim", eram vistas iguarias da Nigéria, do Congo, da Síria, do projeto Maré de Sabores, chefs renomados e de produtores familiares.

Uma das organizadoras da promoção, Mônica Guerra considera que a alimentação pode ser motivadora de transformações profundas para um futuro mais sustentável e convida para a reflexão a partir da provocação causada pelos termos Comida do Amanhã.

"Quando a gente fala sobre a comida do amanhã, nós estamos falando da responsabilidade que todos nós temos hoje para mudar o nosso mundo. Nós costumamos dizer que nós comemos o mundo que queremos, então o nosso Comida do Amanhã é você olhar para o futuro e entender que, no prato, a gente consegue decidir muito do desenvolvimento sustentável do planeta, que é um tema 360º, vem desde a produção do alimento até o descarte e passa pelo empoderamento das pessoas através da comida".

Entre os projetos de empoderamento está o Maré de Sabores, que oferece serviço de buffet a partir de aulas de gastronomia da Organização Não Governamental (ONG) Redes da Maré, na favela da zona norte do Rio. Há 4 anos no projeto, a cozinheira Michele Gandra explica que o trabalho agrega, além da culinária, reflexões sobre o papel das mulheres na sociedade.

"Mudou muita coisa, né. Primeiro, a questão do aprendizado sempre, a questão do coletivo, de que você não vive só, que você não cozinha só, que você precisa de uma equipe, de pessoas que estejam com você. Muda a família, o tempo e o olhar que você tem pra família. Muda a visão de mundo mesmo", argumenta.

Folha de mandioca

Rrefugiada do Congo, Lando-Colette está há 24 anos no Rio e trabalha há um ano vendendo comida típica de seu país na Central do Brasil, no Rio. Um dos pratos é feito com a folha de mandioca. "Tem folha de mandioca, couve com molho de amendoim, tem mandioca, banana da terra, tem galinha, tem peixe. A folha da mandioca a gente fala com as pessoas que trabalham na feira e vendem mandioca pra trazer. Tem também um africano que traz de Magé e a gente pega com ele".

A gerente de Relações Comunitárias do Museu do Amanhã, Laura Taves, diz que o projeto abrange duas das diretrizes da instituição, que discute o futuro por diferentes temas.

"Foi construído em cima de dois eixos éticos: da sustentabilidade e da convivência. Um, a gente pergunta como a gente quer viver com o planeta. O outro pergunta como a gente quer viver uns com os outros. Então, são essas perguntas que norteiam as nossas ações. A questão da alimentação certamente responde as duas coisas".

Além da feira e atividades para as crianças, o evento promoveu o seminário SemeáRio, no auditório do Museu do Amanhã, com 15 palestrantes que trataram de temas como alimentação infantil, desperdício de alimentos e compostagem orgânica.

*Colaborou Nanna Pôssa, repórter do Radiojornalismo

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