Ação no Parque do Ibirapuera chama atenção para risco de osteoporose

Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil

São Paulo - A Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo promove, no Dia Mundial de Combate à Osteoporose, ação de conscientização sobre a doença, no Parque Ibirapuera (Rovena Rosa/Agência Brasil)Rovena Rosa/Agência Brasil

Para lembrar o Dia Mundial da Osteoporose profissionais da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), fizeram hoje (20), na Marquise do Parque do Ibirapuera, uma ação orientando e alertando a população sobre as causas, diagnóstico e tratamento da Osteoporose. Com o slogan "Mexa seu esqueleto. Previna-se contra a Osteoporose", a campanha consistiu na distribuição de folhetos explicativos sobre a doença, palestras sobre alimentação e atividade física direcionada aos idosos e pacientes com osteoporose. As pessoas puderam ainda fazer o teste gratuito do Calcâneo, um exame que avalia a massa óssea do indivíduo por meio de uma ultrassonometria do calcanhar para identificar a osteoporose.

Segundo a Abrasso, a osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição progressiva da densidade óssea, provocando desgaste dos ossos, que ficam mais frágeis e mais vulneráveis a fraturas. Cerca de 10 milhões de brasileiros são atingidos pela doença. Uma a cada três mulheres com mais de 50 anos desenvolve a doença. Entre os homens, a média é de um a cada cinco homens. Cerca de 200 mil pessoas morrem todos os anos no país em decorrência de fraturas. A osteoporose é uma doença silenciosa e traiçoeira porque não apresenta sintomas, podendo ser descoberta somente após a primeira fratura ou pouco antes dela.

De acordo com a médica reumatologista e presidente da Abrasso, Vera Szejnfeld, em um universo de 100%, 80% são osteoporoses com causa não identificada, mas relacionadas principalmente com a menopausa nas mulheres e a andropausa nos homens. "Essas doenças associadas à osteoporose precisam de uma investigação maior, mas 80% dos casos está ligado à perda da proteção hormonal". O restante está associado a alguma outra patologia, como doença celíaca, diabetes, artrite, disfunções da tireoide, diarreias crônicas, anorexia nervosa, cálculos renais e o uso de medicamentos, entre eles o corticoide.

Menopausa e andropausa 

Ela explicou que as mulheres desenvolvem a osteoporose mais cedo porque a menopausa chega por volta dos 50 anos de idade depois de 10 a 15 anos já ocorre a primeira fratura. No caso dos homens, que tem a andropausa com cerca de 70 anos, as primeiras fraturas acontecem aos 80 anos. "O mais interessante é que as mulheres têm duas vezes mais risco de fratura de quadril do que os homens. Mas eles morrem duas vezes mais do que as mulheres quando tem esse problema".

Além da menopausa e do uso prolongado de medicamentos, há outros fatores de risco que podem aumentar as chances de ter osteoporose: magreza, ter mãe ou avó que sofreram pequenos traumas; idade avançada, alimentação com baixa quantidade de cálcio, falta de exercícios físicos, tabagismo, consumo constante de bebida alcoólica.

"A alimentação é muito importante na prevenção. Uma dieta rica em leite e derivados é muito importante porque o banco de ossos depende da quantidade de cálcio que pessoa vai ingerir. Se durante a vida toda você ingeriu uma grande quantidade de leite, você fez um banco de ossos e quando entra na menopausa ou começa a envelhecer, pelo menos você já armazenou grande quantidade de cálcio nos seus ossos. O sol também é muito importante porque ele fornece vitamina D que ajuda a reter o cálcio nos ossos. Quinze minutos no sol entre 10h e 14h já fornece quantidade necessária para o osso", explicou.

Vera ressaltou que quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o resultado do tratamento, já que a doença não tem cura, mas pode ser controlada. "Existem medicações eficazes que previnem a primeira fratura. Se já tem a primeira e sabe que ela aconteceu por causa da osteoporose, há medicamentos que previnem a segunda fratura. Existem medicamentos que bloqueiam a destruição óssea e que aumentam a formação óssea".

O educador físico especializado na área de atividades físicas adaptadas e para pessoas com baixa massa óssea, Rodrigo Nolasco, reforçou que, além de prestar atenção na alimentação, é preciso fazer atividades físicas de baixo impacto como a caminhada, exercícios que usem o peso do próprio corpo, exercícios de equilíbrio, apoio, força, como a musculação e a ginástica com peso, hidroginástica e dança. Ele alertou que exercícios abdominais no solo que desenvolvam torção e flexão de coluna não são indicados.

"Hoje não falamos só da melhora da massa óssea e da musculatura e sim da preservação da massa óssea e do equilíbrio. Isso cabe para prevenção e para cuidados com aqueles que já foram diagnosticados com osteoporose. Infelizmente se esse indivíduo cai, no mesmo ano pode sofrer outra queda, então o equilíbrio se torna o número um nesse elenco de importância", disse.

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