Reunião entre chefes dos Poderes será em ambiente de harmonia, diz Temer

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil

O presidente Michel Temer disse que a reunião amanhã (28) entre os chefes dos Três Poderes para tratar de segurança pública ocorrerá em um clima harmônico, mesmo depois do mal-estar entre os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia.

Temer avaliou que o "ambiente de harmonia já está decretado" e voltou a confirmar a permanência do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, no cargo. Moraes foi alvo de críticas de Renan, após operação da Polícia Federal que resultou na prisão de policiais do Senado. 

De acordo com Temer, no encontro de amanhã se começará a traçar um panorama dos problemas de segurança no Brasil, com o objetivo de pensar em soluções. Questionado por jornalistas se haverá um bom clima durante a reunião, o presidente disse que as divergências já estão resolvidas.

"Acho que o ambiente de harmonia já está decretado. Não vi nada que pudesse agredir aquilo que a Constituição determina e que os Chefes de Poderes têm falado com muita frequência. As questões que vão surgindo, vão se resolvendo pouco a pouco, pelos instrumentos institucionais, como estão sendo resolvidas", disse o presidente.

A troca pública de farpas começou depois que o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, autorizou a Operação Métis, que prendeu na semana passada policiais legislativos suspeitos de prestar serviço de contrainteligência para ajudar senadores investigados na Operação Lava Jato. Renan Calheiros chegou a chamar o magistrado de "juizeco" por ser de primeira instância e interferir no Poder Legislativo. Cármen Lúcia disse se sentir destratada quando um juiz é menosprezado.

Temer disse ainda que está "satisfeito" com o trabalho do ministro da Justiça, e que esse tipo de contestação é normal e que cabe a ele pacificar as rusgas. Após a operação ser deflagrada, o presidente do Senado também criticou Alexandre de Moraes, a quem a Polícia Federal está subordinada, dizendo que ele se comporta como um "chefete de polícia", e disse ter reclamado da sua atuação com Temer.

"Se eu estou satisfeito [com o ministro da Justiça]? Estou. Não há [...] Essas coisas são normais, muitas e muitas vezes a pessoa diz uma frase, outra frase, recebe uma contestação. A nossa tarefa é exatamente coordenar e pacificar toda e qualquer relação, seja dentro do Poder Executivo, ou mesmo se isto ultrapassar o Executivo", afirmou. Ontem (27), por meio do porta-voz da Presidência, o presidente já havia afirmado que não substituiria Moraes.

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