Minas inaugura rotas aéreas ligando BH e municípios do interior do estado

Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil

O governo de Minas Gerais fez hoje (7) dois voos inaugurais, interligando Belo Horizonte aos municípios de Passos e Araxá. Na quarta-feira (2), foram inauguradas as rotas aéreas entre a capital mineira e mais três cidades do interior do estado: Lavras, Manhuaçu e Pouso Alegre. As viagens são feitas em avião monomotor para até nove passageiros.

Os novos voos fazem parte do Projeto de Integração Regional - Modal Aéreo (Pirma), desenvolvido e administrado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), empresa pública ligada à Secretaria de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais. O objetivo é promover o desenvolvimento econômico regionalizado, favorecer negócios e potencializar o turismo, aproveitando uma estrutura já existente. O estado tem 86 aeródromos públicos, muitos deles ociosos.

A primeira etapa do projeto foi lançada em agosto, criando uma ligação aérea direta entre Belo Horizonte e 12 municípios do interior: São João del-Rei, Curvelo, Diamantina, Divinópolis, Juiz de Fora, Muriaé, Patos de Minas, Ponte Nova, Teófilo Otoni, Ubá, Varginha e Viçosa. Em Belo Horizonte, o projeto opera no Aeroporto da Pampulha.

As vendas das passagens ocorrem pela internet, por meio da página do projeto. Os preços variam de acordo com a rota e vão de R$100 a R$550. Entre 17 de agosto e 21 de outubro, o projeto ofereceu 350 voos. Segundo a Codemig, os destinos com maior procura neste período foram Teófilo Otoni, Viçosa e São João del-Rei.

Com a ampliação, agora são 17 cidades atendidas, além da capital mineira. A inclusão dos novos municípios não é a única novidade desta etapa do projeto. Os usuários poderão agora fazer check-in online e escolher voos com escala. Se antes havia apenas viagens em que Belo Horizonte era a origem ou o destino, agora é possível usar o Pirma para se deslocar entre duas cidades do interior. Além disso, o cliente deverá criar uma conta de usuário, onde terá acesso ao seu histórico de compras e poderá solicitar com mais facilidade reembolsos, reemissões, remarcações e cancelamentos.

O transporte é feito pela companhia Two Táxi Aéreo, empresa que venceu a licitação feita pelo estado. Porém, o risco econômico é da Codemig. "Compramos no atacado as horas de voo pelos próximos 12 meses e estamos agora vendendo à população. Carregaremos o ônus dos assentos que não forem comercializados", disse o presidente da companhia Marco Antônio Castello Branco, em entrevista para a Agência Brasil há três meses, quando a primeira etapa do Pirma foi lançada.

A Codemig espera que, a longo prazo, o mercado absorva todo o serviço. Voos comerciais em aviões monomotores são usados em alguns estados que integram a Amazônia Legal.


 

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