Delegação do Amazonas participa da COP 22 no Marrocos

Bianca Paiva - Correspondente da Agência Brasil

As experiências com políticas públicas de desenvolvimento sustentável no Amazonas vão ser apresentadas na 22ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 22), que está sendo realizada em Marrakesh, no Marrocos. Uma delegação formada por órgãos e organizações não governamentais de meio ambiente do estado foi enviada ao encontro para fazer articulações, trazer parcerias e buscar recursos voltados para a temática. Presente no evento, o secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Antonio Stroski, ressalta o interesse do estado nas discussões.

"O Amazonas se faz presente na COP 22 trazendo uma mensagem importante, pois vivemos um momento de pressão sobre os nossos recursos naturais com tendência de crescimento, principalmente, no sul do estado, onde nós temos registrado os maiores polígonos do desmatamento e da degradação florestal e dos focos de queimadas. Então não há que se perder tempo. As negociações, perspectivas de recursos pelo REDD [Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal] e também crédito de carbono são agendas que nós não podemos esperar", destacou o secretário.

Segundo informações do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), entre as ações que serão apresentadas na COP 22 pela delegação amazonense, estão a Lei de Serviços Ambientais, lançada no final de 2015, e a implantação da Matriz Econômica Ambiental, criada neste ano.

Outro projeto é o de redução de 400 mil toneladas de emissões de carbono na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma, no município de Aripuanã, nas proximidades da BR-319, área de grande pressão por desmatamento. A iniciativa foi implementada por uma rede de hotéis em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS). Para o secretário, essas experiências podem contribuir para articulação com outros países.

"O Amazonas já está preparado, estabeleceu uma lei de serviços ambientais, está estabelecendo novos dispositivos legais que são uma base, inclusive, para fazer negociações bilaterais a nível subnacional", afirmou Stroski.

O secretário também quer abordar na conferência da ONU a situação das comunidades tradicionais que vivem nas unidades de conservação e atuam para manter a integridade e a preservação dos recursos naturais.

"É uma das agendas relevantes na gestão ambiental do estado. Essas pessoas precisam desenvolver atividades econômicas justas para atender as necessidades do dia a dia e para uma perspectiva de vida melhor. Do contrário, elas estarão sujeitas à ação perniciosa daqueles que estão atrás do lucro fácil às custas da exploração irracional dos recursos naturais que são públicos", declarou.

Além do Amazonas, apenas o estado de Goiás enviou representantes para a COP 22.

O encontro vai até o dia 18 de novembro e tem como meta regulamentar o acordo contra o aquecimento global firmado em Paris, no ano passado, por mais de 190 países. Também terá destaque nas discussões o aumento da ajuda financeira aos países mais pobres para que consigam implementar políticas de redução de desmatamento e poluição.

O Brasil se comprometeu a reduzir em 37%, até 2025, as emissões de gases de efeito estufa, além de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia e reflorestar 12 milhões de hectares da floresta até 2030.

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