SP: corpos de jovens assassinados são sepultados no cemitério em Vila Alpina

Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil

Quatro dos cinco corpos dos jovens mortos em uma emboscada que teria sido arquitetada para vingar o assassinato de um guarda civil metropolitano estão sendo velados no Cemitério da Vila Alpina, na zona leste da capital paulista, onde também serão sepultados. Parentes emocionados chegaram ao local gritando por justiça. "Queremos os assassinos na cadeia".

O velório que começou às 16h tem a participação de  amigos e familiares, e representantes da Organização Não Governamental (ONG), Rio de Paz. Vestidos de preto, eles exibiam faixas pedindo ao governo de São Paulo para esclarecer o caso. Também estão presentes membros do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana de São Paulo (Codepe).

Residentes da região de São Mateus, na zona leste, os rapazes estavam desaparecidos desde o último dia 21 de outubro e apenas, no último domingo (6), os corpos foram localizados em um matagal, na cidade de Mogi das Cruzes, a leste da Grande São Paulo. No dia em que desapareceram, os jovens tinham saído de casa para ir à uma festa, em Ribeirão Pires.

Esse compromisso foi combinado por meio de uma rede social com o falso perfil de uma garota. Na verdade, quem atraiu o grupo foi o guarda civil metropolitano de Santo André, município do ABC paulista, Rodrigo Gonçalves Oliveira, que está preso desde ontem (10). Segundo a diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Elizabete Sato, ele admitiu ter um perfil feminino falso no Facebook e ter usado essa identidade para convidar jovens para uma festa fictícia em uma chácara.

Em depoimento, Oliveira disse que já tinha a conta na rede social há um ano e que no último mês começou a se corresponder com dois dos jovens mortos - César Augusto Gomes Silva, de 20 anos, e Caique Henrique Machado Silva, 18 anos. Outros integrantes da corporação também estão sendo investigados de envolvimento.

Para o cemitério de Vila Alpina foram encaminhados os corpos de Jonathan Moreira Ferreira, 18 anos; César Augusto Gomes Silva, 20; Caique Henrique Machado Silva, 18 e Robson de Paula, 17. O corpo de Jones Ferreira Januário, de 30 anos, ainda não tinha sido liberado até à tarde de hoje (11). Por desencontro de informações, os pais dele que são separados vieram para o cemitério de Vila Alpina, acreditando que o corpo do filho estaria aqui. Eles foram surpreendidos com a notícia de que nem sequer havia sido liberado, e que também a filha do casal estaria tratando do enterro em Vila Formosa.

De acordo com Cheila Olalla, membro do Condepe, como as mortes ocorreram em Mogi das Cruzes e a perícia no Instituto Médico Legal (IML) Central de São Paulo, isso dificultou os trâmites burocráticos para os enterros. Ela informou que os familiares chegaram a solicitar uma perícia paralela dos corpos porque, à princípio, ficaram desconfiados sobre a identificação, já que foram aconselhados a não ver os restos mortais que estavam bastante deteriorados. Mas segundo Olalla, depois com o andamento das investigações passaram a dar maior credibilidade à condução do caso. "Eles viram que a perícia foi séria", disse ela.

o dele foi o último a ser liberado pelo Instituto Médico Legal (IML), informou Cheila Olalla, representante do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe). Segundo ela, a família decidiu participar do enterro coletivo, planejado pelos parentes das outras vítimas.

De acordo com Cheila Olalla, membro do Condepe, como as mortes ocorreram em Mogi das Cruzes e a perícia no Instituto Médico Legal Central de São Paulo  dificultou os trâmites burocráticos para os enterros. Ela informou que os familiares chegaram a solicitar uma perícia paralela dos corpos porque,  ficaram desconfiados sobre a identificação, já que foram aconselhados a não ver os restos mortais que estavam bastante deteriorados. Segundo Olalla com o andamento das investigações passaram a dar maior credibilidade à condução do caso. "Eles viram que a perícia foi séria", disse ela.

 

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