Pezão diz esperar "amplo direito de defesa" para investigados em operação

Cristina Índio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, divulgou nota hoje (17) para comentar a Operação Calculite, que levou à prisão o ex-governador do estado Sérgio Cabral. Pezão disse esperar que as acusações do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) sejam esclarecidas, mas com a garantia do amplo direito de defesa. De acordo com as investigações, Cabral chefiava um esquema de corrupção que cobrou propina de construtoras, lavou dinheiro e fraudou licitações em grandes obras no estado realizadas com recursos federais em seus dois mandatos, entre 2007 e 2014. Nesse período, Pezão era vice-governador do Rio.

Empreiteras

A empreiteira Carioca Engenharia apontada na Operação Calicute como responsável pelo pagamento de uma "mesada" ao ex-governador Sérgio Cabral no valor de R$ 200 mil e chegando até R$ 500 mil no segundo mandado do ex-governador informou, por meio da assessoria de comunicação, que não vai comentar as informações divulgadas pelo MPF, pela PF e pela Receita Federal. A empreiteira Andrade Gutierrez, que segundo a Operação Calicute destinava R$ 350 mil por mês a Cabral, também preferiu não se pronunciar.

A Operação Calicute é resultado de investigação em curso na força-tarefa da Operação Lava jato no estado do Rio de Janeiro em atuação coordenada com a força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná. O nome da operação é uma referência às tormentas enfrentadas pelo navegador Pedro Álvares Cabral a caminho das Índias.

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