China quer formar profissionais de comunicação para trabalhar com América Latina

Recena Grassi - Repórter da EBC*

Nos próximos cinco anos, a China quer formar 500 profissionais de comunicação para trabalhar só com América Latina e o Caribe. O anúncio foi feito pelo presidente da China, Xi Jinping, no fim do primeiro dia do encontro de meios de comunicação chineses e latino-americanos, em Santiago, capital do Chile.

Promovido pela agência de notícias chinesa Xinhua, a Cúpula de Meios de Comunicação da China e América Latina, visa a troca de experiências entre jornalistas latino-americanos e chineses, de programas de todos os tipos e de repasse de tecnologia. A proposta dos chineses vai além das trocas comerciais e de matérias primas que ocorre até então.

O encontro de cúpula entre dirigentes de meios de comunicação da China e da América Latina e Caribe é a primeira ação nesse sentido patrocinada pela China com o objetivo de acelerar e aperfeiçoar o intercâmbio entre os países e os meios de comunicação chineses.

Por estar fora do cenário puramente econômico, o encontro também avança em áreas da cultura, do jornalismo e da troca de informações sobre a vida dos habitantes dos dois continentes. "É uma clara vontade política, nunca vista antes numa potência como a China", disse o ex-ministro do Turismo do Brasil e atual diretor da Band, Caio Carvalho.

Os presidentes chinês Xi Jinping e do Chile, Michelle Bachelet, surpreenderam os participantes do evento ao participarem do encerramento do primeiro dia de trabalhos.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) é a única empresa pública presente no encontro.


* O repórter viajou a convite da Xinhua


 

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