Pesquisas apontam saúde como principal problema, mas respaldam médicos

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

A saúde é o principal problema do país na opinião de 37% dos brasileiros. Os médicos, entretanto, são os profissionais com o maior grau de confiança e credibilidade da população (26%). É o que apontam pesquisas do Instituto Datafolha encomendadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e divulgadas hoje (23).

82% dos entrevistados declararam ter usado o Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos dois anosTomaz Silva/ Agência Brasil

Os estudos ouviram 2.042 e 2.089 pessoas, respectivamente, de todas as regiões do país, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior do Brasil. A margem de erro, de acordo com o Instituto Datafolha, é de 2 pontos percentuais.

O primeiro levantamento mostra que as mulheres e entre os entrevistados com menor grau de escolaridade são quem mais indica a saúde como principal problema do Brasil.  Já a corrupção, considerada segundo maior problema, registra taxas mais elevadas entre os homens e entre os mais escolarizados.

Números

A pesquisa revela ainda que a maioria dos brasileiros utilizou os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos dois anos - um total de 82% dos entrevistados. A maior proporção de usuários foi registrada entre mulheres.

Os serviços de saúde em geral - públicos e privados - foram considerados ruins ou péssimos por 65% das pessoas ouvidas. A qualidade dos serviços foi avaliada como regular por 28% e como ótimo ou bom por 6%. A reprovação foi maior no Sudeste (68%) e no Centro-Oeste (66%) e menor, na Região Sul (58%).

Questionados sobre o que o governo deve fazer para melhorar a saúde no país, 65% dos entrevistados respondeu que deve diminuir a corrupção. Logo depois apareceu a opção de aumentar o número de profissionais de saúde (58%) e, em seguida, aumentar o número de leitos para internação (50%).

Já o segundo estudo revela que os médicos constituem a profissão mais confiável na opinião da população brasileira, à frente de professores (24%) e bombeiros (15%). "Apesar de tudo, temos uma pesquisa que mostra que, mesmo com as dificuldades, os médicos ainda têm o respaldo da população brasileira", avaliou o presidente do CFM, Carlos Vital.

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