Celg Distribuição é privatizada com ágio de 28,03%

Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil

O processo de desestatização da Celg Distribuição, empresa de distribuição de energia de Goiás, adquirida hoje (30), em leilão, na BM&FBOVESPA, pelo grupo italiano Enel Brasil, será oficializado no próximo dia 30 de janeiro. Do valor total da venda de R$ 2,187 bilhões (com ágio de 28,03%), será repassado R$ 1,065 bilhão para a Eletrobrás, que detinha 50,93% das ações da companhia. O restante das ações eram do estado de Goiás e de um grupo de trabalhadores.

O presidente da Enel Brasil, Carlos Zorzoli, informou que o pagamento será feito à vista. Ele disse que o ágio representou o reconhecimento da multinacional de um preço justo, apostando no potencial de retorno do investimento. O executivo anunciou que a prioridade do grupo será a de modernizar a rede de transmissão de energia da Celg Distribuição com tecnologia de ponta, seguindo a experiência já adotada pelo grupo, com êxito, no Ceará.  Ele demonstrou que o grupo deverá ser um dos concorrentes às próximas etapas de privatização no setor.

Listada entre as maiores empresas do setor na América Latina , a Enel Brasil controla as empresas de geração Endesa Fortaleza  e Coelce, no Ceará; a Endesa Cachoeira Dourada, em Goiás; a transmissora Endesa CIEN, no Rio Grande do Sul e a distribuidora de energia Ampla, no Rio de Janeiro. No total, o grupo tem hoje em torno de 6,5 milhões de clientes e com a nova aquisição vai se aproximar de algo em torno de dez milhões.

O leilão da Celg Distribuição foi o primeiro processo de privatização realizado na gestão do presidente Michel Temer. Em agosto último, houve uma tentativa frustrada de venda da empresa por falta de interessados, mas o governo reformulou as condições para dar mais atratividade à oferta. Outros seis processos no setor devem ocorrer no final de 2017.

Para o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, o leilão foi um sucesso. "Nos conseguimos um ágio muito significativo, o que mostra a confiança do investidor estrangeiro não só no setor elétrico brasileiro, mas no país",disse. Para ele, esse setor pode dar um pontapé inicial no processo de retomada da confiança e do crescimento econômico do Brasil.

"Com o leilão de transmissão há pouco mais de um mês e com a venda da Celg nós consolidamos a trajetória de fazer o setor de energia ser uma alavanca de desenvolvimento e de emprego no país", explicou Pedrosa. Ele salientou que o recurso pago pela Enel vai ser usado, entre outras coisas, na recuperação da Eletrobrás.

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