Diretoria da Academia Brasileira de Letras é reeleita no Rio

Flavia Villela

A atual diretoria da Academia Brasileira de Letras (ABL) foi reeleita hoje (1) para o exercício de 2017.  Foram reconduzidos aos cargos o presidente, Domício Proença Filho, a secretária-geral, Nélida Piñon, a primeira-secretária, Ana Maria Machado, o segundo-secretário, Merval Pereira e o tesoureiro, Marco Lucchesi.

A cerimônia de posse para o novo exercício será no dia 15 de dezembro, às 17 horas, no Salão Nobre do Petit Trianon. O presidente Proença Filho, eleito em março de 2006 para a ABL, é bacharel e licenciado em Letras Neolatinas pela antiga Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil e professor emérito da Universidade Federal Fluminense. É autor de 65 livros, bas áreas didático-pedagógicas, poesia, ficção, cinema, televisão, ensaios e pesquisas.

A secretária-geral da ABL, Nélida Piñon, eleita em julho de 1989, na sucessão de Aurélio Buarque de Holanda, foi a primeira mulher a presidir a Academia, no ano do seu I Centenário, de 1996 a 1997. Catedrática da Universidade de Miami, em 2012, foi nomeada Embajadora Iberoamericana de la Cultura. Entre seus obras, estão Livro das Horas e Filhos da América, a ser lançado este mês.

A primeira-secretária da Academia, Ana Maria Machado, publicou mais de cem livros no Brasil, muitos traduzidos em cerca de 20 países. É membro do PEN Clube do Brasil e do Seminário de Literatura da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Integra o Conselho Consultivo do Brazil Institute do King's College em Londres.

O jornalista Merval Pereira, segundo-secretário da ABL, eleito em  junho de 2011, na sucessão de Moacyr Scliar, é comentarista da Globonews e da CBN e colunista de O Globo. Foi eleito correspondente brasileiro da Academia das Ciências de Lisboa, em novembro deste ano. Em 1979, recebeu o Prêmio Esso de jornalismo , e em 2009, recebeu o prêmio Maria Moors Cabot, de excelência jornalística, da Universidade de Columbia .

Escritor, poeta e tradutor, o tesoureiro reeleito da Academia, Marco Lucchesi, foi eleito em março de 2011. Publicou dezenas de livros, dentre eles, Nove cartas sobre a Divina Comédia, O dom do crime, Ficções de um gabinete ocidental, A memória de Ulisses, O bibliotecário do Imperador, entre outros. De suas traduções, destacam-se as de Rûmî, Khlebnikov, Rilke e Vico. Ganhou duas vezes o Prêmio Jabuti, o Prêmio Alceu Amoroso Lima, pelo conjunto da poesia, o Prêmio Marin Sorescu, na Romênia, o prêmio do Ministero dei Beni Culturali, na Itália.

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