Crise provoca desmobilização das bibliotecas parque do Rio

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

A crise financeira que afeta o governo fluminense provocou o início do processo de desmobilização e devolução da rede de bibliotecas parque, administrada pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) desde 2014. Época em que foi assinado contrato de gestão com o governo do estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Cultura.

Desde ontem (1º), as unidades Estadual, no centro da capital fluminense; Rocinha, na zona sul; Manguinhos, zona norte; e Niterói, na região metropolitana, operam em horário reduzido, das 13h às 19h, enquanto os 153 funcionários das bibliotecas trabalham com aviso prévio.

O diretor do IDG Henrique Oliveira informou hoje (2) à Agência Brasil que o contrato de gestão, originalmente, terminaria só em 2018. Mas, a execução necessitaria de aproximadamente R$ 20 milhões por ano, em valores atuais,  para as quatro unidades.

"Diante da incerteza de viabilidade econômica até o momento, e por uma questão de segurança econômica e jurídica trabalhista do instituto, perante a sociedade e os empregados que compõem nosso quadro, não podemos colocar em risco essa segurança, Ceamos ao limite", disse Henrique.

Por essa razão, o IDG pôs todos os empregados em aviso prévio a partir de 1º de dezembro, e se até 31 de dezembro não surgir uma solução de continuidade econômica do projeto, os empregados não ficarão sem receber verbas e direitos trabalhistas, pois "temos recursos para desmobilizar esse time como um todo".

Henrique Oliveira deixou claro que o processo de desmobilização em curso pode ser revertido a qualquer momento, se houver "consistência no cenário de sustentabilidade econômica" das bibliotecas parque, a partir de 1º de janeiro de 2017. Ele não soube dizer, porém, se existe risco de o projeto ser extinto, uma vez que se trata de equipamentos da Secretaria de Cultura.

Parcerias

O IDG busca recursos junto a potenciais parceiros e patrocinadores, fora do âmbito do governo estadual, de modo a garantir a sobrevivência das bibliotecas. "A nossa esperança é que se encontre uma solução. Estamos construindo possibilidades, mas que ainda não estão concretizadas minimamente", informou. No seu entender, um provável aporte privado extraordinário teria que chegar ao IDG para a gestão das bibliotecas parque com interveniência da Secretaria de Estado de Cultura.

As quatro bibliotecas funcionam atualmente com recursos das prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói, que somam R$ 1,750 milhão por mês. As atividades serão mantidas pelo IDG até 30 de dezembro. A partir de 1º de  janeiro de 2017, voltarão a ser administradas pela Secretaria de Cultura do esado. A rede não funcionará nos dias 24, 25 e 31 de dezembro.

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