Rio terá neste sábado mais uma edição do Trem do Samba

Paulo Virgílio

No ano em que se comemora os 100 anos do samba, o Rio terá neste sábado (3) mais uma edição do Trem do Samba, que há mais de duas décadas arrasta multidões no trajeto entre a Central do Brasil e o bairro de Oswaldo Cruz, na zona norte da cidade. Há sete anos, para não prejudicar o intenso tráfego ferroviário dos dias úteis, as composições repletas de sambistas partem no primeiro sábado do mês de dezembro, e não no dia 2, quando se comemora oficialmente o Dia Nacional do Samba. A data comemora o aniversário da gravação da primeira música do gênero - Pelo Telefone, de Donga, em 27 de novembro de 1916.

Nesta 21ª edição, a concessionária SuperVia anunciou um reforço na operação para o retorno do evento, com viagens extras também para os ramais Santa Cruz e Japeri durante a madrugada, além dos tradicionais trens para a Central do Brasil, permitindo a conexão com o BRT Transcarioca, que chega até a região da Barra. Serão nove viagens extras em veículos com ar-condicionado.

A programação começa às 15h, na estação Central do Brasil, com shows da Velha Guarda da Portela, da Vila Isabel e do Salgueiro, além de sambistas renomados como Nelson Sargento, Dominguinhos do Estácio, Noca da Portela e Dorina. A partir das 18h20, a festa continua com rodas de samba no interior dos trens, comandada por grupos como Bip Bip, Cacique de Ramos, Carioca da Gema e Pagode do Brio.

Tradição

Ao todo, serão 32 grupos distribuídos em cada carro de passageiros animando a viagem até Oswaldo Cruz, bairro vizinho a Madureira e considerado um dos berços do gênero musical. A tradição do samba nos trens do subúrbio carioca começou na década de 20 do século passado, com um dos fundadores da Escola de Samba Portela, Paulo Benjamin de Oliveira, mais conhecido como Paulo da Portela.

Somente em 1992, no entanto, por iniciativa do portelense Marquinhos de Oswaldo Cruz, é que foi criado o Trem do Samba, que começou com apenas um carro de uma composição, reunindo algumas dezenas de sambistas.  "A ligação desse ritmo tão carioca com o sistema ferroviário é muito forte e suas histórias estão totalmente interligadas", disse o presidente da SuperVia, José Carlos Prober, que considera um prazer para a concessionária receber a festa.

Qualquer pessoa pode ter acesso aos trens do evento, mediante a troca de 1 kg de alimento não-perecível por um bilhete. A doação deve ser entregue em um posto de troca localizado no Corredor Cultural da estação Central do Brasil, a partir das 12h. A organização do Trem do Samba irá entregar as doações ao Banco Rio de Alimentos, do Sesc Regional Rio, que destinará os alimentos a instituições parceiras.

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