Presidente da Anfavea destaca investimentos no setor mesmo com mercado retraído

Ludmilla Souza - Repórter da Agência Brasil

Em novembro, foram vendidos 178,2 mil veículos novosMarcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, destacou os investimentos que as empresas do setor têm feito, apesar do difícil momento por que passa a economia brasileira. "Mesmo com o mercado bastante retraído, principalmente, na área de caminhões, nós tivemos recentemente o anúncio de uma empresa [Man Latin America] que investirá na ordem de R$ 1,5 bilhão em nossos produtos até 2021".

Megale disse que, como os investimentos são sempre em longo prazo, essa iniciativa mostra que as empresas estão mais confiantes no futuro. "Estamos saindo deste momento mais complicado", afirmou. Segundo ele, outras montadoras também anunciaram investimentos até 2020 em lançamentos de novos veículos, renovação das linhas de montagem e expansão de fábricas.

De acordo com o balanço divulgado hoje (6) pela Anfavea, as vendas de veículos novos subiram 12% no mês de novembro em comparação com outubro. Em relação a novembro de 2015, no entanto, houve queda de 8,7%. Em novembro do ano passado, foram vendidas 195,2 mil unidades, enquanto no mesmo período deste ano o total ficou em 178,2 mil.

As exportações contribuíram com as vendas no último mês. Foram vendidas 57,1 mil unidades para o exterior. Em comparação ao ano passado, houve um aumento de 56,4% nas exportações de carros.

"É um esforço importante que as empresas têm feito para apresentar os veículos para novos mercados, este ano temos já alguns países que estão recebendo nosso produto pela primeira vez, ainda pouco, mas isso mostra que esse esforço de abertura de mercado tem dado resultado", destacou o presidente da Anfavea. Ele ressaltou ainda que o mês de novembro teve um resultado bastante expressivo. "Foi o melhor novembro desde 2005 [para a exportação], isso reflete o esforço para exportação por parte das empresas e também por parte do governo que está tentando encaminhar acordos de livre comércio e que têm surtido efeito para o setor."

Caminhões

A venda de caminhões em novembro também apresentou alta. No período, foram vendidas 3,8 mil unidades, um aumento de 10,3% sobre outubro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado houve recuo de 19,7%. No acumulado de janeiro a novembro, a retração foi ainda maior, de 30,5%. "Nitidamente continua refletindo a economia retraída no mercado de caminhões, se a gente observar de janeiro a novembro a média de vendas está em 4,2 mil unidades mensais, ainda um número baixo", disse o vice-presidente da entidade, Marcos Saltini. Ele lembrou ainda que houve alguns picos de vendas durante o ano. "Fechamos o mês de junho com 4,6 mil unidades, parecia que o mercado ia retomar, mas em agosto e setembro houve queda. Recuperamos um pouco em relação a outubro, com a grande maioria de vendas de caminhões pesados".

Máquinas agrícolas e rodoviárias

Ao contrário das vendas de carros, as vendas de máquinas agrícolas caíram em novembro. A retração em relação a outubro foi de 25,2%. Segundo o presidente da Anfavea, o recuo é esperada para o período em função da sazonalidade. Apesar disso, o setor comemora o resultado do acumulado nos últimos 12 meses, destacou Megali. Nesse período foi registrado um aumento de 61,3% nas vendas internas de máquinas agrícolas e rodoviárias.

O executivo destacou que o agronegócio ainda tem muito espaço para evoluir. "Este ano, as commodities agrícolas estão num preço razoável, acho que vamos ter boas safras".

Emprego

Quanto aos empregos no setor, houve ligeira queda de 0,3% em relação a outubro. Ante o mesmo mês de 2015 foi constatada uma retração de 6,2%, com a ocupação de 123,3 mil postos de trabalho na indústria automobilística.

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