Falta de medicamentos prejudica atendimento no Hemorio, diz Cremerj

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

Falta de medicamentos e equipamentos quebrados no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Governo do Estado do Rio de Janeiro (Hemorio) poem em risco a vida de pacientes com câncer, disse hoje (7) o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj). As denúncias vieram do corpo clínico da instituição, que apontam falta de insumos e materiais, como agulhas e seringas, e de medicamento para quimioterapia, analgésicos, antibióticos e insumos básicos como soro.

De acordo com o vice-presidente do Cremerj, Nelson Nahon, há equipamentos quebrados, como ultrassom, endoscópio e o citômetro, que diagnostica leucemia aguda. "Tem aparelho enguiçado ali há seis meses, um ano, também não tem uma manutenção do aparelho. Quem trata do Hemorio é a Fundação Estadual de Saúde que está com seus repasses financeiros atrasados", disse.

O HemoRio é a principal referência do estado para o tratamento de leucemia. " [Há] pacientes internados com leucemia faltando, às vezes, quimioterápico. O paciente internado que suspende o tratamento, prejudicando a chance de cura, prejudicando o seu bem-estar a partir do tratamento. Um dia falta agulha, outro dia falta seringa, falta medicamento importante", disse Nahon.

A Secretaria de Estado de Saúde informou que, apesar da gravíssima crise financeira pela qual o governo passa todas as unidades seguem em funcionamento. A secretaria está com 40% do orçamento estadual previsto, conforme a disponibilização de recursos liberados pela Secretaria de Fazenda. A pasta explicou que a nova gestão está renegociando contratos, reorganizando o fluxo de atendimento e que cortou custos que totalizam cerca de R$ 1,4 bilhão/ano.

Hemorio

A direção do Hemorio informou que tem reunido esforços, com a colaboração da Fundação Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde, para manter o atendimento aos pacientes, apesar de irregularidades pontuais no fornecimento de alguns itens da grade da unidade. "No momento, não há falta de analgésico, soro, luvas estéreis, gaze ou seringa. O citômetro foi consertado e está funcionando normalmente, assim como o aparelho de ultrassom e os aparelhos de ar condicionado", informou o centro por meio de nota.

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