Policiais são presos em operação contra crime organizado no Rio

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

Policias civis e militares do Rio foram presos hoje (13) na Operação Stelio por crimes de organização criminosa, extorsão, roubo, falsidade ideológica, coação e violação de sigilo funcional. Uma moto, armas, documentos e celulares foram apreendidos. A Operação Stelio foi feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaego), do Ministério Publico do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco).

Dos sete mandados de prisão foram cumpridos seis: contra Alexandre Mota de Assis; os policiais militares Marco Antônio Silva Carvalho e Thiago Barbosa Faria Vieira; os policiais civis Ubirajara de Jesus Júnior (da DRF- Delegacia de Roubos e Furtos) e Ricardo Gonçalves da Rocha (da 74ª Delegacia de Polícia); e o ex-policial civil Marcelo Tinoco de Carvalho.

Segundo a Secretaria de Segurança do Rio, o sétimo mandado de prisão é contra uma pessoa que está foragida. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), ainda durante a operação mais duas pessoas, que não tiveram os nomes divulgados, foram presas em flagrante, porque estavam armadas e não tinham porte de armas.

A Secretaria de Segurança do Rio disse que os policiais militares permanecerão presos no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói e os policiais civis na Polinter, unidade da corporação.

A Polícia Civil informou que os policiais civis Ubirajara de Jesus Júnior e Ricardo Gonçalves da Rocha foram indiciados pelos crimes de extorsão, roubo majorado [agravado por uso de arma], falsidade ideológica, organização criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional e coação no curso do processo. Com eles foram apreendidos distintivos, armas, carregadores, R$ 10 mil e a escritura de um imóvel. O corregedor da PM coronel Welste Medeiros diz que será instaurado processo administrativo disciplinar e que conforme os resultados os PMs podem ser excluídos da corporação.

Denúncia

O Ministério Público disse que a ação teve como base a denúncia do Gaeco apresentada à 1ª Vara Criminal de Niterói, na região metropolitana do Rio, contra 13 pessoas. A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas iniciou as investigações para apurar como eram as ações do grupo. A apuração indicou que havia uma organização criminosa formada por PMs e policiais civis e outros criminosos que utilizava falsos mandados de busca e apreensão para vasculharem residências e exigirem dinheiro.

Na denúncia encaminhada à Justiça estão os detalhes de uma ação ocorrida no dia 13 de setembro deste ano, em Itaipu, em Niterói. Neste dia o morador foi abordado ao sair de casa, sofreu ameaça e foi algemado. O grupo, conforme o Ministério Público, entrou na residência, roubou um automóvel, 13 relógios, peças de roupas, acessórios, uma CPU de computador e dinheiro.

O morador teve ainda que informar, dias depois, o Certificado de Registro do Veículo (CRV) para a transferência da titularidade. Por este crime foram denunciados também Franklin de Souza Veloso Mattos, Thiago José de Marins, Matheus do Espírito Santo Marins e Alberto José de Marins, conhecido como Betinho.

De acordo com o Ministério Público, a investigação indicou também que a quadrilha preparava outros crimes de roubo e extorsão e que o alvo seria o alto escalão do tráfico de drogas de São Gonçalo, também na região metropolitana.

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