Novo presidente do TCU, Carreiro diz que "ninguém suporta mais a corrupção"

Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O ex-presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, empossa o novo presidente Raimundo Carreiro  Marcos Correa/PR

O presidente Michel Temer participou, na manhã de hoje (14), da cerimônia de posse dos ministros Raimundo Carreiro e José Múcio Monteiro como presidente e vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) para o próximo biênio. Ao discursar, o novo presidente disse que "ninguém tolera mais o mal da corrupção, crime que assola e vitimiza toda a sociedade".

Em seu pronunciamento, na sede do TCU, Carreiro lembrou que "para cada real investido pela sociedade no TCU em 2015, o país economizou R$ 13". Acrescentou que, em momentos de crise, é natural que a sociedade, "carente de serviços de qualidade", questione o uso dos recursos públicos.

"Neste sentido, verificamos ser necessário que o princípio da eficiência oriente cada vez mais as ações dos agentes públicos. É preciso fazer mais com menos. Não há mais lugar para o desperdício e a burocracia", disse o novo presidente do tribunal.

Carreiro afirmou que para o TCU atingir sua missão, tem de atuar em duas frentes: prevenção e correição, para que o administrador público administre o dinheiro público de forma a coibir a malversação e contribuir no combate às fraudes e à corrupção.

Formado em Direito pelo Ceub, em Brasília, em 1981, Raimundo Carreiro foi servidor do Senado até se aposentar como Analista Legislativo em 2007. Naquele ano, ocupava o cargo de secretário-geral da Mesa, nomeado pelo senador José Sarney. Ainda em 2007 foi indicado para a vaga destinada ao Senado no TCU. Entre 1990 e 1992, foi vereador e presidente da Câmara Legislativa pelo município maranhense de São Raimundo das Mangabeiras.

Quem é o vice

O novo vice-presidente do TCU, José Múcio Monteiro, é engenheiro civil formado em 1971 pela Escola Politécnica de Pernambuco em 1971. Foi vice-prefeito e prefeito de Rio Formoso (PE) entre 1982 e 1983. Em 1980, filiou-se ao PDS, migrando posteriormente para o PFL, atual DEM.

Desde 1990, conseguiu ser eleito seguidas vezes deputado federal. Em 2001, teve rápida passagem pelo PSDB para, em 2003, filiar-se ao PTB.

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