Crivella é diplomado e anuncia vice como secretário de Transportes

Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil

O prefeito eleito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella foi diplomado hoje (15) na Câmara dos Vereadores. Ele também anunciou que o vice Fernando Mc Dowel assumirá a secretaria de Transportes. Mc Dowel é o primeiro nome confirmado do novo secretariado. Os demais nomes devem ser conhecidos até o final da semana.

Crivella disse que o país vive momento de crise econômica e que "a ordem é não gastar".

"A ordem é não gastar até termos uma dimensão exata dos compromissos assumidos e que nos herdaremos, como a queda da arrecadação e o pagamento da dívida - porque para a olimpíada foi feita uma dívida", afirmou. Segundo ele, as dívidas do município somam R$ 10 bilhões. "Temos que ter toda prudência para evitar que o Rio de Janeiro cai na crise do estado".

O prefeito eleito também contou que a transição transcorre com a colaboração do prefeito Eduardo Paes.

Antes, na diplomação, Crivella fez um discurso agradecendo a família, partidos e terminou com uma oração. A posse será dia 1º de janeiro.

Novo secretário

O futuro secretário Fernando Mc Dowel disse que estuda a possibilidade de municipalizar do metrô do Rio de Janeiro e diminuir a velocidade dos ônibus.

O metrô é administrado pela concessionária Metrô Rio, que hoje responde ao estado. Na avaliação de Mc Dowel, um dos responsáveis pela implantação do modal, na década de 1970, o metrô hoje opera abaixo da capacidade. 

"O metrô está com 88% da capacidade menor do que a original", criticou Mc Dowel, que disse que ainda vai discutir a questão com técnicos e com o governo do estado - que enfrenta grave crise fiscal e de arrecadação.

O futuro secretário também  pretende reduzir para 40 quilômetros por hora a velocidade dos ônibus que circulam pela cidade, especialmente na zona sul, nos BRS. Hoje, a velocidade permitida é 60 quilômetros, mas pode ser maior, de acordo com o motorista, de cada linha e das condições do trajeto.

"Eles não podem fazer a velocidade louca que estão fazendo", criticou. "A velocidade tem que ser reduzida, como [na Avenida Nossa Senhora de Copacabana]. Se o cara (o motorista) perde o controle, ele faz um strike no pessoal", disse.

Outra proposta em estudo é a redução do preço da passagem dos atuais R$ 3,80 nos corredores expressos, os BRTs. "Se o BRT tem um custo operacional 31% mais baixo, fica por isso mesmo?", questionou, sugerindo que a economia da concessionária deve ser abatida da passagem.

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