Roger Abdelmassih continua internado em hospital na capital paulista

Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil

O médico cassado Roger Abdelmassih, 70 anos, condenado a 278 anos de prisão por estupro e atentado violento ao pudor contra pacientes, está internado no Hospital Osvaldo Cruz, em São Paulo, desde o dia 15. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que o preso foi encaminhado para o hospital por recomendação médica e devidamente autorizado pela autoridade judiciária competente para submeter-se a exames cardiológicos. Após o resultado dos exames, a equipe médica constatou a necessidade de internação.

A SAP informou por meio de nota que Abdelmassih está sob custódia de agentes de escolta e vigilância penitenciária e que até o momento não há previsão de alta médica. A secretaria informou ainda que, assim que ele obtiver alta, será transferido para a unidade penal onde cumpre sua pena.

Abdelmassih foi preso no dia 19 de agosto de 2014, no Paraguai. A prisão foi efetuada por agentes paraguaios da Secretaria Nacional Antidrogas com apoio da Polícia Federal. Abdelmassih era procurado no Brasil e havia sido condenado a 278 anos de prisão por estuprar pacientes em sua clínica de fertilização, em São Paulo, entre os anos de 1995 e 2008. À época ele foi levado para o Presídio de Tremembé.

O médico, que era considerado um dos principais especialistas em fertilização no Brasil, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por crimes de estupro praticados contra 56 mulheres. Ele teve o registro profissional cassado em agosto de 2009.

Apesar da condenação, em novembro de 2010, o ex-médico não foi preso em virtude de um habeas corpus concedido pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, em 2009. Em fevereiro de 2011, porém, o habeas corpus foi cassado pelo próprio STF.

Nessa época, porém, Abdelmassih já era considerado foragido da Justiça. Em janeiro de 2011, uma nova prisão foi decretada pela 16ª Vara Criminal da Capital, baseada na solicitação de renovação do passaporte do próprio médico, o que configurava risco de fuga. Ele, no entanto, conseguiu fugir do país e passou a constar na lista de criminosos procurados pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

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