Para pagar fiança e não voltar a ser preso, prefeito de Osasco faz empréstimo

Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil

O prefeito de Osasco Rogério Lins, que é investigado na Operação Caça-Fantasmas, pagou hoje (2) a fiança de R$ 300 mil determinada pela Justiça para que ele pudesse sair da Penitenciária de Tremembé na última sexta-feira (30). A informação foi confirmada pelo Tribuna de Justiça de São Paulo (TJSP). Para cumprir o valor da fiança, informou a assessoria do prefeito, Lins fez um empréstimo e dividiu o pagamento em 60 vezes.

A decisão do desembargador Fábio Gouvêa, do TJSP, estabeleceu para Lins e 13 vereadores (seis deles reeleitos para a atual legislatura), todos investigados na operação, o pagamento de fiança no valor de R$ 300 mil e a entrega do passaporte no prazo de 24 horas  como condição para que pudessem ser soltos. Alegando que não seria possível efetuar o pagamento na sexta-feira (30) por causa do recesso bancário, a defesa do prefeito pediu ao desembargador que o pagamento do valor da fiança ficasse para hoje. Caso o pagamento não ocorresse nesta segunda-feira, o prefeito corria o risco de voltar a ser preso.

Lins foi preso no domingo de Natal, após retornar de uma viagem a Miami, nos Estados Unidos, e foi levado à Penitenciária de Tremembé, no interior paulista, onde permaneceu até sexta-feira. Na manhã de ontem (1°), ele tomou posse em solenidade na Câmara dos Vereadores.

Segundo a assessoria da prefeitura, em seu primeiro dia útil como novo prefeito, Lins foi visitar a maternidade Amador Aguiar para averiguar denúncias de falta de médicos, equipamentos e medicamentos.

Segundo o Tribunal de Justiça, ainda não houve comunicação de pagamento de fiança por parte dos vereadores. A Câmara Municipal, no entanto, informou à Agência Brasil que os vereadores têm o prazo até quarta-feira (4) para efetuar o pagamento. A Câmara também informou que está em recesso e que os vereadores só começarão a trabalhar a partir de 2 de fevereiro.

Operação Caça-Fantasmas

As prisões fizeram parte da Operação Caça-Fantasmas, deflagrada em agosto de 2015 pelo Ministério Público de São Paulo. Os vereadores são suspeitos de manter um esquema de funcionários fantasmas, além de captar de parte do salário de assessores. O Ministério Público estima que R$ 21 milhões foram desviados com as fraudes. Ao total, foram denunciadas 217 pessoas, entre vereadores, assessores e funcionários fantasmas.

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