Pacientes dizem que curto-circuito causou incêndio em clínica de reabilitação

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil

O incêndio na clínica particular de recuperação para dependentes químicos Sperari, na cidade de Mairiporã, na Grande São Paulo, pode ter sido provocado por um curto-circuito, segundo pacientes. Três pessoas morreram e nove foram atendidas no Pronto-Socorro de Mairiporã. O hospital informou que os feridos deixaram a emergência e nenhum está em estado grave.

Segundo testemunhas, o fogo começou em um dos quartos, onde estavam 25 pacientes. Três deles tentaram se esconder das chamas dentro de um banheiro e morreram. No total, a casa abriga aproximadamente 100 pessoas em tratamento para drogas e álcool.

O fogo começou às 11h30 de ontem (3) e foi difícil de ser apagado pelos bombeiros. A clínica está localizada próximo à Estrada do Rio Acima, em uma região de chácaras, com difícil acesso para veículos.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a clínica tem alvará e funciona regularmente desde julho. Cada paciente paga em torno de R$ 1 mil por mês.

A prefeitura corrigiu a informação fornecida, mais cedo, pelos  bombeiros sobre uma suposta rebelião. "Não houve rebelião porque não era um presídio e não havia doentes mentais, apenas dependentes químicos", diz a nota. Segundo a prefeitura, houve uma briga entre pacientes e um deles puxou o fio do ventilador, o que deu início ao curto-circuito.

José Severino, 63 anos, esteve internado por 3 meses na clínica para tratamento de alcoolismo. Ele confirmou que o fogo começou após o curto-circuito em um quarto. Segundo disse, os pacientes de outros quartos correram para salvar os colegas.

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