Governo paulista apresenta programa Saúde em Ação a 71 prefeitos

Flávia Albuquerque Silva - Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O governado Geraldo Alckmin comenta o programa Saúde em Ação, desenvolvido em parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o governo estadualRovena Rosa/Agência Brasil

O governo do estado de São Paulo apresentou hoje (5), aos novos prefeitos de 71 cidades, o programa Saúde em Ação, criado para realizar 163 obras na área da saúde. Realizado em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a iniciativa terá um investimento de R$ 826 milhões para a construção ou reforma de clínicas, hospitais, ambulatórios de especialidades e Centros de Atenção Psicossocial (Caps) nas regiões do Vale do Jurumirim, Campinas, Vale do Ribeira, Itapeva/Sorocaba e Litoral Norte.

Do total investido, 70% são do BID e o restante do Estado. Além das obras, o programa vai modernizar e articular a rede pública de saúde estadual e capacitar profissionais por meio das linhas de cuidados, desenvolvidas a partir de um estudo que levou em conta indicadores de saúde, econômicos e sociais e definiu as prioridades de atendimento nas regiões. A ideia é fortalecer o atendimento primário e integrar todas as unidades de saúde.

"A saúde é um grande desafio porque a população envelhece e as despesas são astronômicas, porque o idoso é um paciente grave e caro. Outro fator é a tecnologia, porque a medicina hoje tem estruturas milionárias que toda hora mudam. Além de profissionais ruins, que não assumem nada e passam [os problemas] para a frente, deixando o atendimento primário para trás. Com isso os hospitais ficam lotados", disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O coordenador do Projeto BID da Secretaria da Saúde de São Paulo, Ricardo Tardelli, enfatizou que fortalecendo a atenção básica é possível melhorar todo o sistema. "Outro tema importante é a parte visível, as obras com bons projetos arquitetônicos, com unidades informatizadas, climatizadas e equipadas, para que o médico se sinta dignificado no exercício da profissão. Um dos grandes desafios é fixar o médico na saúde primária".

Segundo Tardelli, o programa foi implantado em julho de 2014 e tem cinco anos de duração. "Atualmente são 163 obras e reformas, 64 iniciadas e temos previsão de mais 40 previstas para o primeiro semestre de 2017. Uma das principais razões de termos os prefeitos aqui hoje é a de ter uma estreita cooperação no sentido de viabilizar a documentação, rotinas e burocracias para dar conclusão às obras", falou.

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