Funcionários da Rússia teriam comemorado vitória de Trump, diz jornal americano

Leandra Felipe - Correspondente da Agência Brasil

Altos funcionários do governo russo comemoraram a vitória de Donald Trump sobre Hillary Clinton, nas últimas eleições, de acordo com um relatório das autoridades de inteligência norte-americanas, divulgado com exclusividade hoje (6) pelo jornal The Washington Post

O relatório de 50 páginas foi obtido por meio de interceptações telefônicas dos Estados Unidos sobre os funcionários russos e mostra que a vitória de Trump foi tratada como uma vitória para a Rússia.

Segundo as informações obtidas pelo jornal, nas gravações os representantes do governo russo teriam reagido com entusiasmo e considerado o resultado das eleições norte-americanas "estratégica" para a geopolítica da Rússia.

As agências de inteligência dos Estados Unidos acreditam que os funcionários interceptados tinham conhecimento da campanha cibernética russa para interferir nas eleições norte-americanas. As conversações na avaliação norte-americana comprova que Moscou foi orientada a ajudar Trump na disputa.

O relatório também identifica hackers envolvidos na entrega de e-mails democratas que teriam sido divulgados pelo site WikeLeaks bem como uma intensa atuação da inteligência russa para explorar informações sobre a campanha, algumas confidenciais da equipe democrata.

O The Washington Post  adiantou  que além de concluir que houve interferência da inteligência russa nas eleições norte-americanas de 2016, o texto mostra outras operações cibernéticas daquele país que atuaram em processos eleitorais dos Estados Unidos nos últimos nove anos.

O relatório foi entregue ao presidente Obama nessa quinta-feira (5) e também vai ser apresentado segundo jornal, ao presidente eleito Donald Trump hoje.

Obama já havia acusado o governo russo de ter participado de uma campanha cibernética com o uso de hackers para interferir nas eleições norte-americanas.

Na semana passada, o governo norte-americano impôs sanções contra dirigentes do governo e da inteligência russa, e expulsou 35 diplomatas da Rússia, dos Estados Unidos.

 

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