Jovens indígenas atuam como guias turísticos em Brasília

Da Agência Brasil

Jovens de origem indígena atuam como guias turísticos no Memorial dos Povos IndígenasFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A partir de uma demanda da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, o Memorial dos Povos Indígenas passou contar com o trabalho de jovens indígenas, desde o dia 2 de janeiro, para auxiliar os turistas durante a visitação no local, com intuito de proporcionar um atendimento diferenciado ao público.

Integram o grupo os jovens Fêtxawewe Guaguajara, Dariana Machado, Jeilane de Souza, Yassury Souza Queiroz, Lucinha Alves, Eliane de Souza, Lezenita Lopes, Iraelson Lopes, a maioria da etnia Guajajara. Todos estão na faixa de 14 a 19 anos.

Os indígenas fazem parte do programa Jovem Candango, voltado à aprendizagem de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Lucinha Alves tem 14 anos e é a guia mais nova do grupo. "Esse trabalho, para mim, está sendo muito fácil, o mais difícil é que eu sou tímida, mas estou perdendo a timidez cada vez mais para pode falar do que eu sei para o povo que não sabe da cultura indígena", disse.

Fêtxawewe Guaguajara contou que é comum ver estrangeiros pelo memorial. O jovem disse que, apesar da dificuldade em falar outra língua, eles conseguem falar sobre as peças expostas no memorial.

A ideia é proporcionar um atendimento diferenciado ao públicoFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Durante as visitas, os guias podem fazer pinturas corporais indígenas, contar histórias e lendas, usar o espaço da arena do memorial para a prática de jogos como cabo de guerra, arco e flecha e peteca.

Para a analista ambiental Simone soares, muita gente não conhece a cultura e a riqueza cultural que existe no país. A analista disse que ficou surpresa com o passeio. "Estou achando a exposição interessante, tem muita coisa. Eu pensei que [o museu] era pequeno, mas é bem maior. Os guias são ótimos e estão me explicando tudo direitinho, com todos os detalhes. Eles estão de parabéns."

Atualmente, o memorial reúne 380 peças de artesanato indígena. O espaço funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h.

 

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