Guarda Municipal atua contra arrastões em praias da zona sul do Rio

Nielmar de Oliveira

Repórter da Agência Brasil

  • Paulo Campos/Estadão Conteúdo

    A Guarda Municipal e a PM atuarão em conjunto para evitar arrastões e assaltos nas praias da zona sul do Rio de Janeiro

    A Guarda Municipal e a PM atuarão em conjunto para evitar arrastões e assaltos nas praias da zona sul do Rio de Janeiro

Os agentes da Guarda Municipal começam hoje (14) a atuar como força auxiliar à Polícia Militar nos acessos e nas praias da zona sul do Rio de Janeiro. A intenção é impedir a ocorrência de arrastões, assaltos, roubos e furtos na orla da cidade. A operação deverá durar todo o verão.

Os agentes da Guarda Municipal já trabalham com auxílio de radiotransmissores sintonizados na mesma frequência da Polícia Militar, de modo a agilizar, facilitar e integrar as duas instituições e agilizar a tomada de decisões em caso de tumulto provocados por grupos de jovens que atuam juntos em arrastões pelas principais praias da zona Sul, como é o caso das praias de Copacabana, Ipanema e Leblon - as mais frequentadas por esses grupos, em razão da facilidade de deslocamento em razão das linhas do Metrô da cidade.

Barreiras policiais estão sendo montadas nos principais acessos às praias. A Guarda Municipal também está atuando na revista dos ônibus que chegam à orla. Os secretários de Assistência Social e Direitos Humanos, Tereza Bergher, e de Ordem Pública, Paulo Cesar Amendola, estiveram reunidos ontem (13) para discutir a melhor estratégia a ser adotada.

Uma das decisões envolvem crianças e adolescentes de 12 a 18 anos flagrados cometendo delitos. Eles serão conduzidos para delegacias do bairro para registro de ocorrência. Os que tiverem até 11 anos e estiverem desacompanhadas dos pais deverão ser levados para abrigos públicos e só sairão com a presença dos responsáveis.

Haverá educadores em pontos estratégicos ao longo do dia. Eles atuarão em conjunto com a Guarda Municipal em praças e pontos de chegada de banhistas, onde costuma haver maior aglomeração de adolescentes.

Policiais farão revistas nos ônibus com destino às praias da zona sulArquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil

Sol volta a aparecer

Depois de dois dias de chuvas intensas, o sol voltou a aparecer na cidade do Rio de Janeiro ainda que de forma tímida e entre nuvens. A expectativa é de um dia de muito calor, abafado e de praias cheias, o que deverá dificultar ainda mais o trabalho da PM e da Guarda Municipal.

O céu estará parcialmente nublado ao longo do dia, com a possibilidade de pancadas de chuvas esporádicas e isoladas. A temperatura está em elevação e deverá variar entre a mínima de 21ºC e 33ºC.

Segundo relatório da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA), 16 praias estarão aptas e recomendadas para o banho de mar nas zonas sul e oeste da cidade.

As praias liberadas são Barra de Guaratiba, Grumari, Prainha, Pontal de Sernambetiba, Recreio, Barra da Tijuca, Joatinga, Pepino, Leblon, Ipanema, Arpoador, Diabo, Copacabana, Leme, Vermelha e Urca. Estão impróprias, as praias de São Conrado, Vidigal, Botafogo e Flamengo.

Em Niterói, ainda segundo a SEA, estão impróprias as praias de Gragoatá, Icaraí (o banho está liberado apenas no trecho em frente à Rua Otávio Carneiro), São Francisco e Charitas.

Liberadas para o banho estão as praias de Piratininga (com exceção ao trecho em frente à Avenida Doutor Acúrcio Torres), Sossego, Camboinhas, Itacoatiara e Itaipu. Já em Paquetá, estão próprias as praias da Imbuca, Ribeira, Moreninha e J.Bonifácio.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) alerta que o banho de mar deve ser evitado nas primeiras horas após a ocorrência de chuvas e próximo à saída de galeria de águas pluviais ou canais de drenagem.

Águas Cristalinas

Ainda segundo o Inea, o mar cristalino tem sido um atrativo a mais para cariocas e turistas aproveitarem as praias do Rio de Janeiro. "O fenômeno das últimas semanas pode ser associado à entrada de correntes oceânicas, fato que favorece a ocorrência de águas mais claras."

O monitoramento é realizado por técnicos do Inea, que percorrem todo o litoral coletando amostras na superfície da água nos locais de maior incidência de banhistas. Depois de coletadas, as amostras são levadas para o laboratório do Inea. Os dois parâmetros utilizados para avaliar a balneabilidade das praias são os coliformes termotolerantes e enterococos.

Com os resultados das análises, os dados são encaminhados para a Gerência de Avaliação da Qualidade da Água. A análise final da praia como própria ou imprópria para o banho é definida a partir dos resultados das avaliações das cinco últimas coletas, conforme a Resolução Conama 274/00.

Além das coletas, a observação visual, tais como a presença de manchas, contribui para compor a análise final daquele trecho de praia.

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