Batalhão de Choque entra em Alcaçuz para transferir detentos

Maiana Diniz - Repórter da Agência Brasil

Policiais do Batalhão de Choque invadem a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do NorteAndressa Anholete/AFP/Direitos Reservados

O Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio Grande do Norte invadiu na tarde de hoje (19) a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal. A ação faz parte de uma operação de transferência de detentos que vai envolver diversas unidades prisionais do estado.

A estratégia de transferir os detentos para outras unidades vai viabilizar o início da reforma dos pavilhões de Alcaçuz. Por motivos de segurança, a Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania do Rio Grande do Norte não divulga o número de detentos transferidos nem o local para o qual serão deslocados.

A entrada dos policiais foi televisionada ao vivo. Pelas imagens foi possível ver que os policiais se dividiram em três grupos para avançar no interior do presídio. Os presos estavam recolhidos nos pavilhões e não houve enfrentamento com a polícia.

Desde março de 2015, quando as grades das celas do presídio foram destruídas durante uma rebelião, os detentos circulam livremente nos pavilhões do complexo, com exceção do prédio administrativo. O presídio de Alcaçuz comporta 620 presos, mas atualmente tem 1.150 homens.

O clima na Penitenciária Estadual de Alcaçuz está tenso desde a madrugada de sábado para domingo, quando detentos de facções criminosas rivais - em especial do Primeiro Comando da Capital (PCC) e da família do Norte (FDN) - entraram em confronto, resultando no assassinato de 26 pessoas. O motim ocorreu no pavilhão 4 da penitenciária, quando detentos do pavilhão 5, que são mantidos separados, escaparam e deram início ao confronto. O motim foi contido pelas forças policiais no começo da manhã de domingo.

Policiais do Batalhão de Choque invadem a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do NorteAndressa Anholete/AFP/Direitos Reservados

Ainda no domingo, a Polícia Militar chegou a entrar no presídio para fazer a contagem de presos e resgatar os corpos, a maior parte deles mutilados e decapitados.

Na segunda-feira, os detentos ocuparam os telhados da unidade pela segunda vez, depois que as forças policiais deixaram o interior da unidade. O Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope) foi acionado e voltou à área no início da tarde. Pouco depois, os presos desceram do telhado. Na terça-feira (17), os detentos retornaram ao telhado de uma das unidades do complexo.

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