Moradores de Bento Rodrigues escolhem proposta urbanística de novo distrito

Léo Rodrigues - Repórter da Agência Brasil

Ruínas de casas do distrito de Bento Rodrigues, destruído pela lama da Barragem de FundãoLéo Rodrigues/Agência Brasil

As famílias do distrito de Bento Rodrigues, devastado na tragédia de Mariana (MG), escolhem hoje (28) em assembleia a proposta urbanística preliminar do novo distrito. Trata-se de um desenho que aponta a distribuição das ruas e quadras, assim como os tamanhos e os limites.

A tragédia ambiental de Mariana, considerada a maior do país, ocorreu em novembro de 2015. No episódio, a barragem de Fundão, pertencente à Samarco, se rompeu e liberou mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Dezenove pessoas morreram. Houve devastação da vegetação nativa e poluição da Bacia do Rio Doce. No município de Mariana, além de Bento Rodrigues, o distrito de Paracatu também foi destruído.

O terreno onde Bento Rodrigues será reerguido foi escolhido em maio do ano passado. A área tem 89 hectares e fica a cerca de 8 quilômetros (km) do centro de Mariana e a aproximadamente 9 km da antiga comunidade. Participaram de decisão 223 das 226 famílias que moravam no local. Entre as três opções apresentadas, a vencedora obteve 92% dos votos.

Na época da escolha do terreno, o prefeito de Mariana, Duarte Júnior, disse que a ideia é que o novo distrito tenha edificações sustentáveis, com placas para geração de energia solar e estrutura para armazenamento de água da chuva.

A reconstrução do distrito será paga integralmente pela mineradora Samarco e consta no acordo assinado com o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. Segundo o acerto, a Samarco deverá desembolsar aproximadamente R$ 20 bilhões para recuperar toda a Bacia do Rio Doce em 15 anos. No entanto, o documento ainda está sendo analisado pela Justiça. Mesmo sem homologação judicial, as partes informam que estão cumprindo o acordo.

A votação da proposta urbanística preliminar é organizada pela Fundação Renova, criada pela Samarco para gerir os programas de recuperação dos danos da tragédia, e conta com a participação da comissão dos atingidos. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) acompanha e fiscaliza o processo. Assim que a proposta urbanística preliminar do distrito de Paracatu estiver concluída, as famílias que lá viviam também serão chamadas para votar.

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