Governo do RN gasta R$ 794 mil com medidas de segurança em Alcaçuz

Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil

Natal - Presídio de Alcaçuz terá muros formados por contêiners Sumaia Villela/Agência Brasil

O governo do Rio Grande do Norte anunciou os gastos com a instalação de contêineres e o muro, estruturas utilizadas para separar os presos de facções criminosas rivais na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, região metropolitana de Natal. Segundo o governo, o gasto total será de R$ 794 mil, correspondentes ao aluguel, transporte, instalação e desinstalação dos contêineres, locação de escavadeira, retroescavadeira e caçamba para transporte de entulhos e a construção do muro de concreto.

O muro ainda não foi erguido, enquanto isso os contêineres funcionam como solução provisória e já separam os detentos. A colocação das duas linhas totalizando 15 contêineres custará pouco mais de R$ 100 mil. Já a construção do muro de separação dos pavilhões custará R$ 267,4 mil. No dia 14 de janeiro, 26 detentos foram mortos durante um conflito entre faccções riviais em Alcaçuz e o governo decidiu separá-los por um muro, já que as celas do presídio não têm grades desde uma rebelião ocorrida em 2015.

Alcaçuz ficou sob domínio dos detentos, que circulavam pelo pátio livremente até o último dia 27 de janeiro. Neste dia, integrantes da força tarefa federal, agentes penitenciários e policiais militares iniciaram uma operação no presídio para retomar o controle dos pavilhões que estavam ocupados por presos.

Também nesta terça-feira o governo local anunciou a transferência de cinco detentos de Alcaçuz para presídios federais. Os cinco homens foram identificados como lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC). A Justiça autorizou as transferências, mas, por questões de segurança, a Secretaria de Justiça e Cidadania não informou para onde eles serão levados.

Apesar das medidas emergenciais de segurança na unidade, a intenção do governador do estado, Robinson Faria, é desativar Alcaçuz. Para que isso ocorra, as prisões de Ceará-Mirim, Afonso-Bezerra e Mossoró, ainda em construção, precisam ficar prontas. As três unidades, juntas, terão capacidade de receber 2.200 presos.

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