Prefeitura do Rio lança campanha para deter proliferação de Aedes no verão

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

Mosquito Aedes egipyti  Arquivo/Agência Brasil

A prefeitura do Rio de Janeiro lançou hoje (31) a campanha "Aqui mosquito não se cria", na rede municipal de ensino, para intensificar o combate à proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor dos vírus da dengue, chikungunha, zika e febre amarela.

O anúncio foi feito durante o seminário Prevenção e Combate às Arboviroses, na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, zona sorte da capital fluminense.

O secretário municipal de Saúde, Carlos Eduardo de Mattos, disse que a situação atual no estado é de chuva e calor, ambiente extremamento propício para o desenvolvimento do mosquito. "Estamos em temporada de verão, que acelera o ritmo biológico de ovo a mosquito alado. No inverno, esse ciclo dura de 15 a 20 anos e, no verão, ele encurta, passando para sete a dez dias. Teremos mais mosquitos e, consequentemente, maior chance de propagação da doença. Temos que combater, portanto, os criatórios, que gostam de sombra e água fresca."

Segundo o secretário de Saúde, o perfil epidemiológico de vulnerabilidade do brasileiro em relação ao vírus chikungunha é preocupante. "No caso da dengue, os vírus 1,2,3 e 4 já circulam aqui e muitas pessoas tiveram a doença e estão imunes. A zika, tivemos em 2016 e já observamos sua incidência e prevalência no ano passado", disse. "A chikungunha é uma doença nova, desconhecemos muitos aspectos de sua evolução, e nos preocupa o perfil imunológico do nosso povo, que ainda não tem imunidade. Por isso, temos que combater veementemente o mosquito. Essa é uma luta da sociedade, dos governos, principalmente com campanhas educativas", afirmou.

O secretário municipal de Educação, Esportes e Lazer, César Benjamin, ressaltou que a campanha nas escolas pretende atingir 2 milhões de pessoas logo na primeira semana de aula, com cartas, vídeos de animação, jogos e material didático usados pelos professores das escolas.

"A Secretaria de Educação é muito capilarizada pela cidade. Temos mais de 1500 escolas, 650 mil alunos, cerca de 43 mil professores. Por isso, tornou-se imperativo que entrássemos nessa campanha de controle e de combate à endemia", disse. "Estamos preparando 3 milhões de folderes, faremos reuniões em todas as escolas, com alunos, pais de alunos, para termos centenas de milhares de pessoas mobilizadas de casa em casa para fazer o controle do mosquito Aedes aegypti"

A mobilização ocorrerá durante uma semana por mês, nos próximos três meses, informou o secretário. Na sexta (3), César Benjamin tem reunião com os diretores das 1537 escolas da rede de ensino da prefeitura, no Centro de Convenções Sulamérica, na Cidade Nova, para intensificar a adesão à campanha. No dia 11 de fevereiro, a prefeitura vai fazer um mutirão de combate ao mosquito em várias áreas da cidade.

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