Jorge Picciani é reconduzido ao cargo de presidente da Alerj em meio a protestos

Flávia Villlela - Repórter da Agência Brasil

Cariocas protestam em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro contra as medidas de austeridade do governo estadual Tomaz Silva/Agência Brasil

O deputado estadual Jorge Picciani (PMDB-RJ) foi reeleito hoje (1), concorrendo em chapa única, para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) até 2018. Este é o sexto mandato do deputado que recebeu 64 votos a favor e seis contra (todos estes do PSOL). Além de Picciani, a chapa era formada pelos deputados Wagner Montes, André Ceciliano, Jânio Mendes e Marcus Vinícius, como vice-presidentes, e os deputados Geraldo Pudim, Silas Malafaia, Átila Nunes e Pedro Augusto.

A votação, que iniciou o ano legislativo da Casa, ocorreu com protestos dentro e fora do plenário, com confrontos intensos e bombas e tiros de bala de borracha do lado de fora mas que podiam ser ouvidos de dentro do Palácio Tiradentes, sede da Alerj, no centro do Rio.

Picciani informou que colocará em pauta na próxima terça-feira (7) para votação a medida do plano de recuperação que prevê privatização da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) e o empréstimo de R$3,5 bilhões do governo federal para cobrir os salários atrasados dos servidores. "É um plano de recuperação fiscal muito bem elaborado pelo ministro Henrique Meireles, pela Fazenda do Rio de Janeiro, pelas procuradorias e pela AGU, e pretendo conversar com todos", disse o novo presidente a repórteres.

Sobre os protestos, Picciani disse que não cabia a ele comentar, mas à área de segurança. De acordo com a Polícia Militar, pelo menos uma pessoa ficou ferida no protesto.

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