Suspensão do mandato do ex-presidente da Câmara de BH é ampliada por 60 dias

Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil

A suspensão do mandato de vereador do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Wellington Magalhães (PTN), foi prorrogada por mais 60 dias. Ele é acusado dos crimes de corrupção, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e fraude em licitações e na contratação de serviços de publicidade do Legislativo da capital mineira. Segundo informou hoje (3) o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a juíza Patrícia Santos Firmo atendeu pedido dos promotores para que o prazo fosse estendido até o fim das investigações, impedindo que Magalhães possa interferir no andamento dos trabalhos.

Em sua fundamentação, a magistrada disse que o afastamento das funções públicas atende interesse público e que há indícios concretos de práticas ilícitas. Ela disse ainda que o investigado era influente na Câmara e poderia prejudicar o depoimento dos funcionários com sua presença. A decisão foi assinada na quarta-feira (1º). A Agência Brasil tentou contato com a defesa Wellington Magalhães, mas ainda não obteve retorno.

O mandato do vereador foi suspenso pela primeira vez no dia 6 de dezembro de 2016. Na época, ele era presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Seu vice, Henrique Braga (PSDB), assumiu interinamente e foi reconduzido ao posto na eleição que ocorreu no dia 1º de janeiro, durante a cerimônia de posse da nova legislatura. Embora tenha sido reeleito para um novo mandato de vereador, Wellington Magalhães não pôde comparecer à cerimônia devido ao afastamento determinado pelo TJMG.

O inquérito corre em segredo de justiça e é conduzido por promotores do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e do Ministério Público de Contas do estado (MPC-MG). As investigações tiveram início em abril após indícios apontarem que o patrimônio de Wellington Magalhães não era condizente com o salário de vereador. Ele teria adquirido veículos de luxo; uma mansão de 1.700 metros quadrados na orla da Lagoa da Pampulha, na capital mineira; e um imóvel em condomínio em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte, onde ele estaria fazendo grandes festas.

Paralelamente a essas aquisições, as despesas da Câmara Municipal de Belo Horizonte com a contratação de serviços de publicidade tiveram aumento superior a 100%, saltando de cerca de R$ 7,5 milhões no exercício 2013/2014 para mais de R$18 milhões apenas em 2015. Os promotores analisaram contratos de licitação da Casa e passaram a suspeitar da prática de lavagem de dinheiro, em que Wellington Magalhães se valeria de empresas de sua confiança.

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