Macri chega ao Planalto para tratar de comércio, investimento e segurança

Pedro Peduzzi e Débora Brito - Repórteres da Agência Brasil

O presidente da Argentina, Maurício Macri, acaba de chegar ao Palácio do Planalto, onde se reunirá com o presidente Michel Temer. A reunião, com a participação de autoridades dos dois países, tem por objetivo discutir medidas que eliminem barreiras e estreitem as relações comerciais entre os países, ambos integrantes do Mercosul, bem como ampliar as parcerias com países de outros blocos comerciais, como a União Europeia.

A expectativa é de que os presidentes e suas equipes tratem de assuntos relativos a comércio e investimentos, segurança das fronteiras, integração e desenvolvimento fronteiriços, ciência e tecnologia, e defesa.

Com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 583,2 bilhões, a Argentina é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Juntos, os dois países respondem por 84% das exportações do bloco além de dois terços do PIB da América do Sul.

Após a reunião no Planalto, Macri participará de um almoço no Palácio do Itamaraty e, em seguida, será recebido no Congresso Nacional pelos presidentes das duas Casas, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) e o deputado Ricardo Maia (DEM-RJ). De lá vai ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde será recebido pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia.

Parceria

Diversos setores da economia argentina recebem investimentos brasileiros. É o caso de setores como mineração, siderurgia, petrolífero, bancário, automotivo, alimentos, têxtil, calçadista, máquinas agrícolas e construção civil. Mais de 130 empresas brasileiras se instalaram na Argentina, representando um estoque de investimento de cerca de US$ 12 bilhões. Já as empresas argentinas investiram cerca de US$ 8 bilhões no Brasil.

O comércio bilateral aumentou de US$ 7,1 bilhões em 2002 para US$ 28,4 bilhões em 2014, tendo registrado um pico de US$ 39,6 bilhões em 2011. Entre 2015 e 2016, esse intercâmbio apresentou redução de US$ 23,08 bilhões para US$ 22,5 bilhões, em decorrência da retração das duas economias.

No ano de 2016, mais de 40% do comércio bilateral teve como base o setor automotivo. De acordo com o Itamaraty, trata-se de um setor estratégico para o desenvolvimento dos dois países, tendo em vista seus efeitos diretos e indiretos sobre o conjunto da economia.

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