Temer autoriza retomada de obras de rodovia e aeroporto em Alagoas e Sergipe

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil

O governo federal autorizou a retomada da duplicação de um trecho da BR-101 no estado de Alagoas e a conclusão da pista do aeroporto de Aracaju. As ordens de serviços que dão início às obras foram assinadas nesta terça-feira (7) no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Michel Temer.

De acordo com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa, a retomada das obras na rodovia, que estavam paralisadas, abrange 40 quilômetros entre os municípios de Capela (AL) e Propiá (SE), na divisa com Alagoas. "Um lote com custo de R$ 157 milhões. Nós temos este ano R$ 81 milhões, o que dá pra retomar a obra com tranquilidade", afirmou, durante o evento.

Ao agradecer pela retomada do empreendimento, o governador do Sergipe, Jacson Barreto, informou que cerca de R$ 300 milhões serão repassados pela União para a ampliação da pista de pouso e decolagem do aeroporto de Aracaju, por meio de emendas parlamentares impositivas. Durante o discurso, ele cobrou da União ações também para a duplicação da BR-101 no estado sergipano.

"Na última vez [que estive em Brasília fazendo os pedidos], a senadora Maria do Carmo [Alves, DEM-SE] me dizia que precisamos unir essa bancada para exigir do governo, e ela colocou muito bem, o reinício dessas obras. Tão [grande] é o volume, presidente, de acidentes, nessa rodovia do lado de Sergipe", justificou.

Oposição

Durante seu discurso, Temer fez um apelo para que a oposição distinga as pautas de governo e as de Estado, e não "trabalhe contra". Ele citou mudanças de interesse da sociedade, como a ampliação da faixa de renda do Minha Casa Minha Vida e o saque das contas inativas do FGTS, para dizer que tem conseguido levar o governo adiante com "relativo sucesso".

"Mas este sucesso relativo pode maximizar-se na medida em que tenhamos o apoio dos estados, o apoio do Congresso Nacional e tenhamos a compreensão da sociedade. E quando há oposição aos temas que nós levamos ao Congresso, não é oposição de mérito ao tema, é oposição política. 'É porque eu sou oposição, portanto trabalho contra'. E o sentido jurídico de oposição não é esse. O sentido jurídico é: 'Olha, se o governo está fazendo uma coisa adequada compatível com necessidades do Brasil, nós temos que apoiar, não podemos nos insurgir'", afirmou.

Defendendo a reforma da Previdência, encaminhada ao Legislativo no fim do ano passado, o presidente admitiu que é uma matéria "difícil" e "polêmica". "Mas ainda agora com o presidente [da Argentina, Maurício] Macri, que veio ao Brasil para firmar uma parceria cada vez mais sólida com o nosso Estado, ele me disse: 'Já fixamos lá há muito tempo a idade mínima de 65 anos, e agora também fixamos que a cada dois anos vamos aumentar mais um ano, até atingir os 70 anos'. Então esta é uma coisa universal. As pessoas precisam disso. O nosso déficit é de R$ 149 bilhões na Previdência Social", disse.

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