Iêmen precisa de ajuda urgente em saúde, diz OMS

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje (8) para a grave situação de conflito registrada no Iêmen. Segundo a entidade, cerca de 22 mil pessoas são afetadas pelos intensos bombardeios apenas na cidade de Al-Mokh, Além disso, mais de 8 mil fugiram para Al-Hudaydah, enquanto milhares permanecem presos em meio ao fogo cruzado.

"A OMS enviou uma equipe de resposta rápida aos distritos que estão recebendo pessoas que saíram da cidade de Al-Mokha numa tentativa de identificar as necessidades em saúde mais urgentes", informou a organização, por meio de nota.

Ainda de acordo com o comunicado, uma outra equipe foi enviada aos distritos de Bait Al-Fakeeh, Zebeed e Hays para entregar três kits de trauma suficientes para até 300 intervenções cirúrgicas nos principais hospitais da região.

"O conflito em curso, o aumento dos preços dos alimentos e a queda no acesso aos serviços de saúde agravam a situação nutricional de crianças no Iêmen", alertou a entidade por meio de sua página na rede social Twitter.

Outro problema envolve a crise elétrica no país que, segundo a organização, representa um enorme desafio para hospitais de distritos fortemente atingidos pela guerra. A alternativa encontrada pela OMS, no momento, é fornecer combustível no intuito de manter os serviços de saúde disponíveis de forma ininterrupta.

"O conflito no Iêmen provocou grandes danos à infraestrutura em saúde do país e levou a uma redução dramática na prestação de cuidados em saúde", concluiu.

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