Medalhistas olímpicos de matemática podem concorrer a bolsas de estudos

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Estudantes de baixa renda e que tenham conquistado uma medalha em qualquer edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) podem concorrer a 50 bolsas para se manterem na universidade. As inscrições estão abertas até o dia 20.

As bolsas são concedidas pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), que promove a olimpíada, em parceria com o Instituto TIM.

Para concorrer, o aluno precisa ser medalhista de ouro, prata ou bronze em alguma edição da OBMEP; estar matriculado em uma universidade pública para o primeiro período deste ano nos cursos de astronomia, biologia, computação, economia, engenharia, estatística, física, matemática, medicina ou química.

"Geralmente, as grandes universidades públicas ficam em capitais, e essa criança não tem condições de se manter nesse lugar, às vezes por ser arrimo de família", disse Mônica Souza, coordenadora da Olimpíada de Matemárica.

A bolsa é renovada por até 48 meses, mediante avaliação, que é feita nas universidades por professores colaboradores do IMPA.

Esse é o terceiro edital da parceria. Os recursos para as bolsas são concedidos pelo Instituto TIM. A divulgação dos contemplados está prevista para o dia 16 de março.

Atualmente, 100 medalhistas recebem a bolsa, como Janaína de Santana Santos, bolsista desde 2016. Natural de Feira de Santana, interior da Bahia, e medalhista por cinco vezes, Janaína cursa matemática na Universidade Federal da Bahia, em Salvador."Sem a bolsa, eu não estaria estudando aqui, porque eu sou de outra cidade, tem a questão financeira de me manter, pagar aluguel", disse.

 

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