MTST permanece acampado na Avenida Paulista em protesto por moradia popular

Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil

Cerca de 400 Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) estão acampados desde a noite de ontem (15) na Avenida Paulista, em frente ao escritório da Presidência da República, em São Paulo. Eles protestam pela paralisação nas contratações de casas do Minha Casa, Minha Vida, na faixa que atende as famílias com menor renda.

Os manifestantes dizem que vão permanecer no local até que o governo libere os contratos do programa. Procurada pela reportagem, a Presidência da República informou que não vai se pronunciar sobre a manifestação e que não há, em curso, qualquer tipo de negociação com os líderes do movimento.

O protesto ocorre de forma pacífica. A porta de entrada do escritório da Presidência está aberta, mas cercada por policiais. 

"A reivindicação fundamental aqui é pela liberação das contratações das 35 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida Entidades, faixa 1, que é a faixa que atende quem de fato da população tem necessidade por moradia", disse Michel Navarro, da coordenação estadual do MTST. "Desde que esse governo assumiu, ele não contratou uma única unidade", ressaltou. 

Os integrantes do movimento estão acampados em barracas de lona instaladas na noite de ontem (16), após fazerem uma passeata pelas ruas da capital paulista. Dezenas deles permanecem acampados em frente ao escritório, em sistema de rodízio. Os organizadores disseram que o rodízio conta com uma média de 400 pessoas e que aproveitarão o espaço para promover debates, músicas e atos contra o governo. Ontem, no final da tarde, o protesto saiu de dois pontos diferentes: parte dos manifestantes saiu do Largo da Batata e percorreu a Avenida Rebouças. A outra parte saiu da Praça da República e percorreu a Rua da Consolação. Os dois grupos se encontraram depois na Avenida Paulista. Os organizadores dizem que a passeata contou com a participação de 30 mil pessoas. A Polícia Militar não deu estimativa de participantes.

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério das Cidades informou, por meio de nota, que as novas contratações para a faixa 1 do programa terão início no próximo mês."Para esta faixa, estão previstas 170 mil novas unidades habitacionais que atendem famílias com renda até R$ 1.800", informou o órgão.

O ministério contestou o movimento e disse que o Minha Casa, Minha Vida "nunca parou, ao contrário, foi revigorado". "Em 2016, 3.974 novas contratações de unidades habitacionais no Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), vinculadas ao PAC nas áreas de saneamento e mobilidade urbana, 11.779 unidades na modalidade Entidades e mais 19.258 unidades na modalidade Rural. Ao mesmo tempo, foram retomadas 28 mil unidades, paralisadas desde 2015. Para a modalidade Entidades, do Faixa 1 do PMCMV, o governo federal reservou 35 mil unidades habitacionais neste ano - quase o dobro da maior contratação já feita na história do programa, ou seja, 18.737 unidades, em 2014", disse o ministério.

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