Crivella diz que saúde e educação não serão poupadas de cortes no Rio

Ana Cristina Campos

Da Agência Brasil

  • Custodio Coimbra/ Ag. O Globo

    O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB)

    O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB)

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, disse hoje (9) que nenhuma secretaria municipal será poupada do corte de R$ 700 milhões nas despesas da prefeitura. Até mesmo as áreas de educação e saúde terão que contribuir para o ajuste das contas do Executivo municipal.

"Não há nada para celebrar sobre isso. Todos vão entrar no esforço. Claro que a educação e a saúde são as que menos vão contribuir, mas todas vão contribuir em alguma coisa", disse o prefeito, após a inauguração de uma mostra de grafites no Boulevard Olímpico, na zona portuária da capital fluminense.

No início de fevereiro, Crivella afirmou que o deficit nas contas da prefeitura chegava a R$ 3 bilhões. "As despesas deste ano estão previstas em R$ 29 bilhões e a arrecadação em R$ 26 bilhões, o que dá um rombo de R$ 3 bilhões", disse, na ocasião, atribuindo o deficit ao aumento do custeio da máquina pública e aos empréstimos contraídos pela gestão do ex-prefeito Eduardo Paes.

Mural de grafites

O projeto da artista francesa Françoise Shein, em parceria com sete artistas urbanos e alunos de seis escolas municipais da zona norte do Rio de Janeiro, foi inaugurado nesta manhã no Armazém da Utopia. Para homenagear o bicentenário da Missão Artística Francesa, os painéis fazem uma releitura da obra do artista francês Jean-Baptiste Debret.

A secretária municipal de Cultura, Nilcemar Nogueira, defendeu o grafite como manifestação legítima da arte urbana. "Em um momento em que um grande debate se levanta no país acerca da conservação e da legitimidade do grafite como expressão artística, cabe-nos, como agentes da cultura, defendermos sua manutenção no plano simbólico", disse Nilcemar.

A obra coletiva faz parte da série de projetos do programa "Inscrever os Direitos Humanos em 1 e 1000 Escolas do Rio de Janeiro". Segundo a diretora artística do projeto no Rio de Janeiro, Moema Quintanilha, os alunos e a comunidade escolar discutem direitos humanos ao produzir os azulejos pintados a mão que fazem parte da exposição.

 

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