Vereadores são barrados ao tentar vistoriar Parque Radical

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil

Vereadores da Comissão de Esportes da Câmara Municipal do Rio de Janeiro foram barrados na manhã de hoje (10) em uma tentativa de vistoriar o Parque Radical, instalação que fez parte do Complexo Olímpico de Deodoro. Com piscinas usadas nas competições de canoagem slalom, o parque chegou a ser utilizado como área de lazer por moradores do entorno, mas não foi reaberto no verão deste ano.

Os vereadores da comissão chegaram pouco depois das 9h da manhã ao local e esperaram por uma hora por um representante da Subsecretaria de Esporte e Lazer, que seria responsável por liberar a entrada. Os portões permaneceram fechados, e guardas municipais que faziam a segurança do local impediram a entrada da comissão afirmando que não tinha chegado a eles a ordem de liberar o acesso.

O presidente da comissão, Felipe Michel (PSDB), classificou de lamentável o impedimento e disse que a comissão não vai admitir que a situação se repita nas próximas vistorias, que devem ocorrer sempre às sextas-feiras, em outros locais como vilas olímpicas e complexos esportivos.

"É lamentável. Vereadores na porta de um órgão público e não poderem entrar. Na nossa próxima vistoria, não vamos admitir. Temos a prerrogativa de entrar em um órgão público", disse Michel, que prometeu acionar a Polícia Militar caso não seja permitida a entrada no Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande.

"Comunicamos [à subsecretaria de esportes sobre a visita] e aguardamos aqui durante uma hora. Creio que houve algum imprevisto, vou pensar dessa forma. Mas o trabalho não vai parar", prometeu Michel, que estava ao lado dos vereadores Celio Lupparelli (DEM), Italo Ciba (PTdoB) e Adalmir (PSDB).

O presidente da comissão disse que conversou com a subsecretária de Esporte e Lazer, Patrícia Amorim, nesta semana e ouviu dela que a intenção da prefeitura é reabrir o parque em abril. Ainda segundo ele, o objetivo da prefeitura é reduzir de R$ 20 milhões anuais para R$ 8 milhões o custo com a operação do parque.

A comerciante Shirlei dos Santos, de 39 anos, nasceu e foi criada em frente ao parque e chegou a investir em uma pequena lanchonete quando viu o movimento crescer no verão de 2016. Com o fechamento da área de lazer, o rendimento caiu 80%.

"Foi tão bom que montei essa barraca e ampliei. Acreditei que ia ter mais movimento, mas agora [a minha renda] caiu 80%. Imagina, né?", lamentou.

Protocolo

A Subsecretaria de Esporte e Lazer disse por meio de nota que a Guarda Municipal obedeceu o protocolo de impedir a entrada de pessoas não autorizadas no parque. Por meio de nota, a subsecretaria disse que é preciso um comunicado oficial para que haja visitas ao local.

Segundo a subsecretaria, o Parque Radical está fechado desde dezembro de 2016, quando terminou o contrato da empresa que administrava o local. Desde fevereiro, o parque está sob responsabilidade do órgão, que já deu início à licitação para contratar uma nova empresa.

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