Ex-presidente sul-coreana deixa casa presidencial e vai para sua residência

Da Agência Xinhua

A ex-presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye deixou nesse domingo (12) a casa presidencial, a Casa Azul, no sul de Seul, dois dias depois que a corte constitucional confirmou seu impeachment.

Park saiu da residência oficial aproximadamente às 19h (hora local). Uma fila de sedans e vans pretas acompanhou a líder deposta e guardas de segurança saíram do escritório presidencial cerca de 15 minutos depois, conforme as imagens da TV.

Park chegou em sua casa, no distrito do sul de Seul, às 19h37.

Em frente à casa, centenas de pessoas se reuniram para receber a presidente. Os apoiadores de Park seguravam bandeiras nacionais e diziam que o impeachment era inválido.

Sorrindo, ela acenou para a multidão e apertou a mão de alguns integrantes do Partido Liberdade Coreia.

Dois dias antes, o tribunal constitucional confirmou por unanimidade o projeto de lei contra Park, que foi aprovado pelo Parlamento no último dia 9 de dezembro.

Park tornou-se a primeira líder sul-coreana a sofrer um processo de impeachment.

Ela deveria sair da casa presidencial na sexta-feira (10), mas a data foi adiada porque sua residência precisava de reformas.

A ex-presidente não divulgou mensagem sobre sua saída do cargo, de acordo com a mídia local. Antes de seguir para sua casa, Park se reuniu com altos secretários para os últimos cumprimentos.

Sem o processo de impeachment, o mandato de cinco anos de Park deveria terminar em fevereiro do ano que vem. Ela tomou posse como líder do país no dia 18 em fevereiro de 2013.

Por lei, uma eleição presidencial deve ser realizada dentro de 60 dias após um chefe de Estado ser formalmente destituído. É provável que a eleição seja marcada para o dia 9 de maio.

Cerca de 2 mil policiais foram destacados para fazer a segurança perto da casa da ex-presidente. Três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na manifestação a favor de Park na sexta-feira.

No sábado, também houve manifestação na região central em Seul. Manifestantes disseram que ela é inocente e que a decisão é inconstitucional.

De acordo com uma pesquisa divulgada sábado, 86% das pessoas acreditam que a decisão do tribunal foi correta. Apenas 12% disseram que não estava certa, com 2% se recusando a responder.

Uma maioria de 92% disse que as pessoas devem aceitar a decisão do tribunal. Os que são contra a decisão somaram apenas 6% do total dos entrevistados.

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