Secretaria criará protocolos para melhorar ações de segurança no Rio

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

O secretário de Segurança Pública do Estado Rio de Janeiro, Roberto Sá , anunciou hoje (4) que criará protocolos e uma estratégia articulada entre as polícias para melhorar as ações de segurança. Ele disse que a Polícia Militar fará um estudo de caso sobre os episódios envolvendo a morte de um policial que não foi socorrido e a de dois rapazes aparentemente executados por policiais militares. Os dois casos foram gravados por câmeras de celulares.

Ao comentar os episódios envolvendo a execução de dois homens feridos no chão por policiais militares e a morte da estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, 13 anos, atingida por tiros quando fazia educação física na escola, em Acari, na zona norte, na quinta-feira (30), Sá disse que a polícia vem fazendo o que está ao seu alcance.

"A polícia tem sangrado, a apreensão de armas aumenta, apreensão de fuzis aumenta e a violência não tem diminuído. O Brasil vive uma crise na segurança pública e o estado vive uma crise econômica e isso se reverte na segurança pública. Obviamente, um cenário como esse não é trivial, em que a polícia apreende, por dia, 24 armas de fogo e um fuzil, uma arma de fogo por hora, em que temos sete policiais mortos em serviço, 44 policiais mortos em três meses [fora de serviço], 180 policiais baleados", disse ele, ao afirmar que a diminuição da letalidade violenta é o compromisso número um de sua gestão.

Sá falou com a imprensa durante o evento da LAAD Defesa e Segurança 2017, maior evento de defesa da América Latina, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. "A polícia é demandada para ocorrências em que quase toda a abordagem gera conflito. Estamos atuando na consequência. Peço reflexão para atuarmos nas causas".

O secretário defendeu penas mais severas para quem porta armas de fogo de calibres proibidos e para o tráfico internacional dessas armas. Os crimes têm penas de reclusão de três a seis anos e quatro a oito anos, respectivamente. "No Brasil, as pessoas precisam temer algo que não só a polícia. A polícia é a última barreira para a barbárie".

Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam que o número de mortes em decorrência de operações policiais aumentou 78,4%  de janeiro a fevereiro deste ano em comparação com o mesmo período de 2016. Foram registradas 84 mortes no mês, com um aumento de 35 vítimas em relação a fevereiro de 2016. Na comparação com janeiro de 2017, houve 14 vítimas a menos. No acumulado do ano, o número de mortes decorrentes de enfrentamento com a polícia (182 vítimas) é 78,4% maior que o registrado nos dois primeiros meses de 2016. 

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