Jucá diz que investigações não vão paralisar o Congresso

Kelly Oliveira - Repórter da Agência Brasil

O líder do governo e presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), afirmou hoje (12) após participar de cerimônia no Palácio do Planalto, que criou-se uma acusação geral contra a classe política.

"A única forma de transformar a calúnia em verdade ou mentira é investigar. Eu defendo a investigação rápida", disse Jucá, referindo-se à abertura de inquéritos no âmbito da Operação Lava Jato para investigar políticos com foro privilegiado. Jucá está entre os políticos que vão ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por determinação do ministro Edson Fachin, com base em delações premiadas de ex-executivos da Odebrecht.

O senador acrescentou que a divulgação da lista de investigados não vai paralisar o Congresso Nacional ou o governo. "O caminho da Lava Jato é um caminho inexorável, legítimo, que corre no ritmo dela, mas é um processo judicial. O governo e o Congresso têm que funcionar independente disso. O eixo do governo e do Congresso não pode ser a Lava Jato. Tem que ser a recuperação do país", disse.

Jucá acrescentou que mantém o cronograma de aprovação de reformas consideradas importantes pelo governo, como a da Previdência e a trabalhista. Ele disse que é preciso aprovar a reforma da Previdência até o meio deste ano para que a economia possa reagir.

Doações de campanha

Para Jucá, o que está em discussão é o modelo político atual de financiamento de campanhas eleitorais. "Um modelo que empresas doavam, movidas por diversos interesses. Você não perguntava se esse dinheiro é do lucro líquido legal da empresa ou de uma obra superfaturada", disse.

Sobre os membros do PMDB incluídos na lista, Jucá disse que o partido responderá "com toda a tranquilidade"." Volto a dizer eu defendo a Lava Jato. A Lava Jato mudou o paradigma da política brasileira. Vínhamos em campanhas políticas em uma escalada de gastos que era algo que não tinha fim. Cada campanha era mais cara que a outra", disse.

Jucá acrescentou que nunca recebeu nenhuma doação de empresa diretamente na conta de campanhas. As doações, segundo ele, eram direcionadas ao partido. O senador acrescentou que tinha esse "cuidado" porque é relator de matérias no Congresso que poderiam beneficiar alguma empresa.

"Eu poderia estar relatando, sem saber, uma matéria que pudesse beneficiar algum setor. Isso daria condição de dizer que aprovou ou rejeitou por conta de interesse de empresa", disse.

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