Jardim Botânico do Rio tem atividades pelo dia da Botânica e do Índio

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro, na zona sul da capital fluminense, promove nesta semana atividades em comemoração ao Dia Nacional da Botânica, celebrado hoje (16) e ao Dia do Índio, comemorado na quarta-feira (19).

Trilhas, palestras, projeção de filmes e atividade para adultos e crianças são algumas das atividades que acontecem no parque até o próximo domingo.

Amanhã (17), a programação tem início às 14h, com uma caminhada pelo Arboreto, que permitirá aos visitantes descobrir algumas características botânicas visíveis a olho nu e diferenciar estágios evolutivos da flora. A atividade também vai demonstrar como é feita a extração do DNA das plantas e para que serve e como funciona essa técnica.

Na terça-feira (18), às 10h a trilha pelo Arboreto será guiada pelo pesquisador Alexandre Quinet, que vai identificar espécies da flora brasileira que são utilizadas por diferentes etnias indígenas.

Na parte da tarde, às 14h, está programada a projeção do filme O Sonho do Pajé, com roteiro e direção de Bianca Vasconcellos e palestra sobre o filme, na sala multimídia do Museu do Meio Ambiente, dentro do parque. O filme volta a ser exibido de 20 a 23 de abril, às 10h.

Na quarta-feira, Dia do Índio, os vistantes estão convidados a assistirem, às 10h, o documentário "Jogos Indígenas", da diretora Maria Clara. Realizado durante a primeira edição dos Jogos Mundiais Indígenas, em Tocantins, em 2015, o trabalho apresenta culturas tradicionais com mais de 3 mil atlestas de 23 países e cinco continentes.

Na parte da tarde, a atividade é interativa. O indígena Timei, da etnia Assurini, vai propor atividades com o público como imaginação guiada, trilha sensorial, contação de histórias, cantos e outras possibilidades de trocas de saberes entre a cultura Aweete e a Karai (não indígena).

Com apenas 40 anos de contato com a civilização, o povo Assurini do Xingu, é um exemplo de resistência. Localizada no Médio Xingu, no estado do Pará, eles mantém sua cultura, o artesanato, a caça e têm sobrevivido aos altos impactos ambientais de empreendimentos como Transamazônica, Belo Monte e agora a mineradora Belo Sun.

Timei Assurini saiu de sua aldeia em busca de respostas, para entender e produzir alternativas para o que ele chama de Povos da Floresta, aqueles que entendem a importância da sobrevivência da floresta e seus povos.

As inscrições para as trilhas podem ser feitas no Centro de Visitantes, pelo telefone 3874-1808 ou presencial. Em caso de chuva, a trilha será cancelada e a Oficina de DNA será feita no Museu do Meio Ambiente.

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